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    Waack: Augusto Heleno e a maldição do tríplice coroado

    O general depôs nesta terça-feira (26) na CPMI do 8/1

    General Augusto Heleno foi ouvido na CPMI nesta terça-feira (26)
    General Augusto Heleno foi ouvido na CPMI nesta terça-feira (26) Geraldo Magela/Agência Senado

    William Waackda CNN

    São Paulo

    O general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Jair Bolsonaro (PL), foi depor hoje na CPMI do 8 de janeiro.

    Heleno nunca foi um general qualquer. E por isso seu depoimento teve um caráter especial.

    Ele era visto antes da vitória de Bolsonaro em 2018 como um nome capaz de agregar o que a instituição militar poderia oferecer ao novo presidente: capacidade de organização, quadros com formação técnica superior e comprometimento com políticas de Estado.  Como é fartamente sabido, não foi o que aconteceu.

    Bolsonaro tratou de envolver oficiais generais — e a própria instituição das Forças Armadas — num projeto político pessoal, caótico, errático e mal-sucedido, que está sob a suspeita de ter tramado algum tipo de golpe ao perder as eleições.

    De um símbolo do que poderia ter sido, Heleno virou no final do governo o símbolo do dano que o envolvimento político de generais acabou trazendo para a própria instituição militar.

    Talvez, quem sabe, exista uma maldição do tríplice coroado. É o título que se dá a quem, na carreira militar, foi sempre o primeiro da turma nos cursos de formação de oficiais. Ou seja, o mais inteligente dos inteligentes.

    Só houve dois tríplices coroados no Exército, e Heleno foi o segundo.

    O primeiro foi o general João Baptista Figueiredo, um dos presidentes na ditadura militar, que ficou célebre com a frase que disse ao sair do cargo: “Me esqueçam”.