Waack: Bolsonaro ataca Justiça Eleitoral e não apresenta provas de fraudes

Durante live, o presidente afirmou que não há provas de fraude nas eleições; transmissão de duas horas contou com vídeos da internet e fake news sobre o tema

Da CNN, em São Paulo

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No quadro CNN Poder desta sexta-feira (30), na CNN Rádio, William Waack avaliou as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante sua tradicional live nesta quinta-feira (29). Para Waack, Bolsonaro sabe que a “frase que pegou em duas horas de live é a seguinte: não temos provas.”

Bolsonaro, que prometia nas últimas semanas apresentar provas de fraude nas eleições de 2014, chegou a admitir que não possuía, de fato, as provas, mas indícios. Ao abordar o tema durante a transmissão ao vivo, Bolsonaro exibiu vídeos e reproduziu fake news sobre o tema. 

“Ele tinha convocado a live dizendo que teria uma bomba, que seria a prova da fraudes nas urnas eletrônicas. Essa é a frase que grudou nele. Mas foi muito mais amplo o que ele fez nessa live. Amplo foi o ataque que ele dirigiu as instituições que são aquelas que presidem e proclamam os resultados das eleições brasileiras”, avaliou Waack.

Ao falar sobre o sistema da Justiça Eleitoral, Bolsonaro faz “acusação gravíssima” e se pode incorrer no crime de responsabilidade, segundo Waack.

“O presidente fez algo mais do que dizer ‘há problemas com as urnas’, ele disse o seguinte: o principal problema é a Justiça Eleitoral que esta empenhada em manter um sistema ruim que é pra por o meu adversário no meu lugar. A acusação é gravíssima a ponto de ter provocado uma certa sensação em Brasília de que Jair Bolsonaro se aproximou perigosamente daquela linha do crime de responsabilidade, os ministros do Supremo estão pensando no que fazer. E o que eles estão pensando é: inquérito contra o presidente”, disse.

“É possível que o procurador-geral da República seja chamado para dizer alguma coisa a respeito. Se era essa o cálculo de Jair Bolsonaro nós não sabemos. Mas é o efeito dessa live de duas horas feita para trazer provas das quais não vimos nenhuma.”

 

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