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    Waack: Bolsonaro tenta constantemente politizar as Forças Armadas e isso é grave

    Problema não é a insubordinação de um general, mas sim o presidente da República achar que os militares devem sustentar seu discurso político

    Da CNN, em São Paulo

    No quadro CNN Poder desta terça-feira (25), na CNN Rádio, William Waack fala sobre a participação do general Eduardo Pazuello em comício e analisa as implicações da constante tentativa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de politizar as Forças Armadas.

    “O Exército abrir um processo disciplinar contra um general da ativa que participou de um comício ao lado do presidente da República é apenas prova de que o profissionalismo, o respeito às instituições e as próprias regras funcionam”, disse Waack.

    Ele destacou que foram necessários quase 40 anos para o Exército recuperar sua imagem e confiabilidade. “E é isso que vemos na imensa maioria dos comandantes militares: o apego e o respeito à Constituição.”

    “O problema não é a insubordinação de um general, aliás, muito obediente ao presidente da República enquanto ocupou o cargo de Ministro da Saúde. O problema é outro e grave: a constante tentativa do presidente de politizar as Forças Armadas”, afirmou.

    Ele explica que Bolsonaro tenta inserir as Forças Armadas em um discurso que é, antes de mais nada, político-eleitoral. 

    “Uma coisa é usá-la como instrumento de Garantia de Lei e Ordem, intervenção na Amazônia, ou o que for. Outra é ter um discurso político e achar que as Forças Armadas tenham que sustentar o mesmo discurso político”, argumentou. 

    “Esse é o fato grave. Esse é o fato que anula boa parte do que as Forças Armadas conquistaram em termos de imagem. É possível que elas estejam entendendo esse perigo”, completou, destacando que até aqui, os comandantes militares mostraram “muito mais juízo do que o supremo-comandante das Forças Armadas”.