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    Waack: Centrão como fenômeno político antecede Lula

    Nesta terça-feira (25), o presidente Lula (PT) afirmou que o Centrão "não existe"

    William Waackda CNN

    São Paulo

    O presidente Lula (PT) produziu, nesta terça-feira (25), uma acurada definição do que é o Centrão na política brasileira. “O Centrão não existe”, disse o mandatário. Não enquanto organização, ao menos: “É um ajuntamento de um grupo de partidos em determinada situação”, prosseguiu.

    E é normal, diz Lula, dar a esses partidos um lugar no governo, se eles quiserem dar tranquilidade ao governo nas votações.

    O Centrão, como fenômeno político, antecede o petista e já tem mais de trinta anos. Os presidentes vêm e vão, mas o papel desse grupo foi se ampliando, mais ainda com os poderes inéditos conquistados pelo Legislativo no sistema político brasileiro. A ponto de, atualmente, o Executivo federal só conseguir fazer o que o Congresso permitir.

    Fosse o Centrão uma organização, com sede, endereço, telefone e gerente, talvez o atual ou qualquer outro presidente tivesse mais facilidade em negociar.

    Mas trata-se de um gelatinoso ajuntamento político cuja principal razão de existência é a proximidade dos cofres públicos, ou de pedaços da máquina pública, transformados em ferramentas na defesa dos mais variados interesses – e não estamos falando de corrupção.

    O que Lula não percebeu, ou não quer dizer em público, é um fato inconveniente: esse ajuntamento, essa geleia política, precisa menos de Lula do que Lula dele.