Waack: Diplomacia é novidade nas relações entre governo Lula e EUA

Rubio e Vieira se comportaram como diplomatas tradicionais, dizendo que a reunião foi produtiva, mas sem dizer o motivo

William Waack
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Os chefes da diplomacia do Brasil e dos Estados Unidos se encontraram, nesta quinta-feira (16), na Casa Branca, e se comportaram como diplomatas. Este comportamento diplomático entre os chefes da diplomacia virou notícia. 

Isso acontece, pois o secretário de Estado americano, Marco Rubio, assina um relatório do Departamento de Estado que acusa o Brasil de não respeitar os direitos humanos. Como consequência disso, ele apoia medidas punitivas como o tarifaço e a Lei Magnitsky.

Durante o encontro, o chanceler brasileiro teria pedido a revogação dessas medidas, mas não se sabe o que Rubio respondeu.

Ambos se comportaram como diplomatas tradicionais, dizendo que a reunião foi produtiva, mas sem dizer o motivo. Emitiram uma nota conjunta, na qual mencionam que pretendem continuar trabalhando em conjunto para tratar de comércio e questões bilaterais. 

O problema é que até aqui esses dois itens se mostram intratáveis. O presidente dos EUA, Donald Trump, acusa o Brasil de práticas comerciais desleais e de perseguir adversários políticos - leia-se Jair Bolsonaro - defendidos pelo republicano.  

Não se sabe neste momento se será possível destravar essa dependência entre negociações sobre tarifas comerciais e questões político-ideológicas. Talvez após um encontro pessoal entre Trump e Lula.  

O difícil é acreditar que as relações entre os dois países voltem ao, digamos, normal. Isso não existe mais.