Waack: Economia terá mais peso que saúde e corrupção na disputa pela presidência

Cenário será difícil para todos os candidatos, inclusive para o presidente Jair Bolsonaro, cujo governo tem avaliações negativas nessa área

Da CNN

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No quadro CNN Poder desta quinta-feira (11), na CNN Rádio, William Waack analisa a formação do cenário eleitoral para a disputa da presidência da República, nas eleições de 2022.

“Assistimos ontem [quarta-feira] a uma consolidação do ‘grid de largada’ dos candidatos à presidência. Vimos o ex-juiz Sergio Moro se filiando ao Podemos, o presidente Jair Bolsonaro escolheu a casa pela qual ele disputará a reeleição, estamos próximos de uma definição dos tucanos e o Ciro deu uma entrevista interessante para a CNN“, destacou Waack.

Para ele, parece haver um consenso, não só entre os que se dedicam profissionalmente a analisar pesquisas de opinião, mas também entre os operadores políticos, que a economia será um fator decisivo.

“As pesquisas estão mostrando isso – acreditem ou não nelas. E não é surpreendente o resultando, que tem sido o mesmo tem todos institutos. As pessoas estão preocupadas com a economia em primeiro, segundo, terceiro e quarto lugar. É uma das poucas situações, nos últimos anos, que temos a predominância do fator econômico sobre qualquer outro – como saúde, educação e, inclusive, corrupção”, destacou.

Para ele, esse é um cenário que será difícil para todos os candidatos, inclusive para Bolsonaro, cujo governo tem avaliações negativas. “O que as pessoas mais se ressentem é de não perceberem uma direção, um sentido, proposta de futuro, do que fazer com a economia”, disse ele.

“Neste sentido, com o ‘grid’ consolidado, como vimos, o ponto de partida do presidente é forte, claro, porque é o dono da caneta, mas a economia talvez seja uma insuperável bola de ferro no caminho dele.”

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