Waack: Judiciário demorou, mas deu resposta dura aos ataques de Bolsonaro

Após os ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral, o TSE instaurou inquérito administrativo contra o presidente

Da CNN, em São Paulo

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No quadro CNN Poder desta terça-feira (3), na CNN Rádio, William Waack analisou os fatos mais recentes envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os ataques ao sistema eleitoral.  Após diversos ataques feitos por Bolsonaro ao sistema eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) instaurou inquérito administrativo contra ele nesta segunda-feira (2). Durante o fim de semana, em entrevistas recentes e em conversas com apoiadores, o presidente voltou a afirmar que “sem eleições democráticas, não haverá eleição”. 

Na avaliação de Waack, o Judiciário demorou para dar uma resposta às falas do presidente, mas “deu uma resposta dura”. “Eu diria que foi uma patada em Jair Bolsonaro. Bolsonaro esperneou sobre as eleições e fez uma acusação seríssima. Ele não disse apenas que as urnas podem ser fraudadas, ele diz que o sistema político eleitoral tal como ele é hoje é incentivado pelo TSE pra dar ao provável adversário dele, Lula, a volta ao Poder”, disse. 

Bolsonaro chegou a afirmar que mostraria provas de fraude nas eleições de 2014, mas durante a live da última quinta-feira afirmou que não tinha provas, mas indícios. “É uma acusação gravíssima e ele não conseguiu provas. A resposta do Judiciário veio institucional, mas também do ponto de vista politico. Ela [Justiça Eleitoral] colocou um pedaço do Ministério Público ao lado dela, que afirmou que vai apurar abusos. E, ao mesmo tempo, mandou um representação com noticia-crime contra o presidente ao Supremo Tribunal Federal”, disse Waack.

Os ministros do TSE também pediram para incluir Bolsonaro no inquérito das fake news que tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “O mesmo Alexandre que vai assumir a presidência do TSE. Está marcado o jogo. as opções de Bolsonaro são: continuar atacando a Justiça, e aí vamos ter todo o contorno de uma possível ruptura. Os contornos de uma ruptura institucional estão dados”, disse.

A dúvida é: Bolsonaro está agindo na racionalidade do cálculo político ou por irracionalidade do seu comportamento e da sua personalidade?”, questiona Waack. 

 

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