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    Waack: Quantos votos vale uma blusinha?

    Liberalismo como princípio? Óbvio que só se for no setor dos outros

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da primeira dama, Janja Lula da Silva,, durante posse ao novo ministro da Justiça e Segurança Pública,
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da primeira dama, Janja Lula da Silva,, durante posse ao novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    William Waack

    Quantos votos vale uma blusinha? Dessas que se compra em sites estrangeiros sem pagar imposto de importação?

    As blusinhas racharam o mundo político e da economia. Entidades do comércio e indústria defenderam taxar as compras. Mas outros representantes de setores da economia propõem, em vez de taxar, acabar com os impostos para todos.

    Liberalismo como princípio? Óbvio que só se for no setor dos outros. Sobretudo, a indústria nacional acha que não sobrevive se não for protegida por impostos contra a concorrência chinesa.

    Mas, afinal, quem sai comprando blusinha barata? Uns dizem que só as classes mais altas, que fazem isso viajando. Outros afirmam que são os menos favorecidos os que mais usam essas plataformas nas quais não se paga impostos até US$ 50 na compra. Fica claro, na presente discussão, que, na verdade, ninguém sabe muito bem.

    Mas não a primeira-dama Janja. Ela sabe que muita gente compra nesses sites. E Janja parece ter sido instrumental para convencer seu marido, o presidente Lula (PT), de que não vale a pena taxar as blusinhas e perder votos.

    Uma parte do governo, a do ministro da Fazenda, quer a tributação. Até pela fidelidade ao princípio do “vamos arrecadar”. Mas outra não quer, por fidelidade ao princípio da popularidade, custe o que custar.

    Então ficamos assim: é blusinha ou voto?