Waack: Quase toda cerimônia não passou de uma cerimônia com fins eleitorais

É sempre difícil separar as coisas quando um presidente que está no exercício do cargo busca reeleição. Quando o evento é oficial? Quando é coisa de campanha? Com Bolsonaro ficou mais fácil

William Waack, da CNN
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É sempre difícil separar as coisas quando um presidente que está no exercício do cargo busca reeleição.

Quando o evento é oficial? Quando é coisa de campanha?

Com Bolsonaro ficou mais fácil.

Não tem a menor separação.

O que ele fez hoje no sete de setembro foi apenas a continuação daquilo que ele praticou desde sempre.

Quase toda cerimônia oficial não passou de uma cerimônia com fins eleitorais.

O sete de setembro foi mais do mesmo, mas com uma grande diferença.

A data é nacional, ela comemora nossa independência.

Um mínimo de decoro exigiria respeitar um pouco mais a ocasião.

O uso eleitoral descarado dessa data por Bolsonaro desatou, como se previa, uma tempestade jurídica.

Por outro lado, o presidente ajudou a diminuir um pouco as ansiedades.

Para os padrões dele, foi menos belicoso do que o normal em relação aos tribunais superiores e seus integrantes.

E o país não precisa se preocupar – se é que muita gente com isso se preocupou – com a irrigação sanguínea do pênis de Bolsonaro.

Ela está plenamente normal e satisfatória, ele assegurou.

O que permite esperar que a irrigação sanguínea esteja plenamente normal e satisfatória em outros órgãos dos quais ele precisa para governar.

Como o cérebro, por exemplo.