Waack: Quase toda cerimônia não passou de uma cerimônia com fins eleitorais
É sempre difícil separar as coisas quando um presidente que está no exercício do cargo busca reeleição. Quando o evento é oficial? Quando é coisa de campanha? Com Bolsonaro ficou mais fácil
É sempre difícil separar as coisas quando um presidente que está no exercício do cargo busca reeleição.
Quando o evento é oficial? Quando é coisa de campanha?
Com Bolsonaro ficou mais fácil.
Não tem a menor separação.
O que ele fez hoje no sete de setembro foi apenas a continuação daquilo que ele praticou desde sempre.
Quase toda cerimônia oficial não passou de uma cerimônia com fins eleitorais.
O sete de setembro foi mais do mesmo, mas com uma grande diferença.
A data é nacional, ela comemora nossa independência.
Um mínimo de decoro exigiria respeitar um pouco mais a ocasião.
O uso eleitoral descarado dessa data por Bolsonaro desatou, como se previa, uma tempestade jurídica.
Por outro lado, o presidente ajudou a diminuir um pouco as ansiedades.
Para os padrões dele, foi menos belicoso do que o normal em relação aos tribunais superiores e seus integrantes.
Ela está plenamente normal e satisfatória, ele assegurou.
O que permite esperar que a irrigação sanguínea esteja plenamente normal e satisfatória em outros órgãos dos quais ele precisa para governar.
Como o cérebro, por exemplo.



