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    Wassef culpa Wajngarten por recompra de relógio no caso das joias; PF vê ligação do advogado com Cid

    Em depoimento, advogado disse que teria recomprado o Rolex a pedido de Fabio Wajngarten; integrantes da PF, no entanto, entendem que a solicitação teria partido de Mauro Cid

    Pedro Teixeirada CNN

    em Brasília

    O advogado Frederick Wassef disse, em depoimento à Polícia Federal, que o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wanjgarten, foi quem lhe pediu para recomprar o relógio Rolex do ex-presidente Jair Bolsonaro, vendido nos Estados Unidos.

    Integrantes da PF entendem, no entanto, que o ex-ajudante de ordens Mauro Cid teria sido o principal articulador da recuperação do relógio.

    Wassef, inclusive, já admitiu publicamente que recebeu orientações de Cid sobre a loja em que o relógio foi recuperado nos Estados Unidos. A avaliação é que a partir dos celulares apreendidos pela operação é possível desenhar a rota de recuperação da joia.

    No depoimento, que durou quase duas horas, Wassef afirmou que já tinha uma viagem marcada para os Estados Unidos e que teria recebido ligações e mensagens de Wanjgarten reiterando o pedido.

    Segundo o advogado informou à PF, o custo para recuperar o relógio foi de 49 mil dólares e a operação foi paga em dinheiro vivo.

    O relógio foi vendido à loja Precision Watches, localizada na cidade de Willow Grove, no estado americano da Pensilvânia. O acordo da venda, segundo a PF, foi fechado pessoalmente pelo tenente-coronel Mauro Cid.

    A defesa dos envolvidos tem sustentado que recomprar o relógio não seria um crime pois a avaliação, antes do pedido de devolução do Tribunal de Contas da União (TCU), era de que o item seria personalíssimo e poderia ficar com o ex-presidente, sendo posteriormente vendido.

    Nas redes sociais, Fabio Wanjgarten disse agradecer “a competente apuração da Polícia Federal que, por razões mais do que óbvias já constata quando uma mentira tem perna curta”.

    Acrescentou ainda: “A PF está de posse dos ZAPs (Whatsapp) de todos os envolvidos e sabe exatamente quem fez o que e principalmente quem não fez o que. Quem mente será processado. Em respeito aos demais investigados não mais tocarei no assunto”.

    As defesas de Mauro Cid e Frederick Wassef foram procuradas, mas não se manifestaram até a publicação desta matéria.