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    Zambelli processa por difamação jornalista que ela perseguiu com arma em punho

    Luan Araújo publicou texto em um veículo de comunicação no qual chama a deputada de "mercadora da morte"; justiça paulista já havia determinado a remoção do conteúdo

    Pedro JordãoNaira Ziteida CNN

    São Paulo

    A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) processou por difamação o jornalista Luan Araújo, quem ela perseguiu com uma arma em punho no centro da cidade de São Paulo em outubro de 2022. A queixa-crime contra ele foi apresentada por causa da publicação de um texto no dia 30 de maio, no qual ele fala da impunidade da parlamentar após a situação ocorrida no ano passado.

    Segundo a defesa dela, o texto difama a deputada e, a queixa-crime apresentada tem o objetivo de cessar “discurso de ódio contra ela”. O Ministério Público, por meio do promotor de Justiça Roberto Bacal, se manifestou pela rejeição da queixa-crime.

    “A defesa da deputada federal Carla Zambelli observa que, para melhor compreensão da mencionada decisão, é preciso lembrar que, quando dos fatos, a deputada foi ofendia, provocada e xingada, o que foi esquecido por muitos. Essas ofensas e difamações não cessaram e essa queixa-crime justamente quer fazer cessar esse discurso de ódio contra ela”, disse a defesa da parlamentar por meio de nota.

    A assessoria da deputada informou que ela não irá comentar a ação por enquanto. A CNN tenta contato com Luan Araújo para ouvi-lo sobre a situação.

    Texto de Luan Araújo

    Na última sexta-feira (28), a Justiça paulista determinou que um texto do jornalista Luan Araújo publicado no site “Diario do Centro do Mundo (DCM)” fosse removido em até 48 horas. Até o momento da publicação desta reportagem, o texto continuava disponível no veículo, sob o risco de “incorrer no crime de desobediência pelo descumprimento da ordem judicial”.

    “Apesar da proteção constitucional das liberdades de imprensa e de expressão, é importante ressaltar que o exercício de ambas não é ilimitado e, portanto, todo abuso e excesso, quando verificadas as intenções de injuriar, de difamar ou de caluniar, poderão ser punidos conforme a legislação penal”, argumenta o juiz que assinada decisão, Fabricio Reali Zia.

    “Verifica-se haver um excesso de linguagem na matéria jornalística veiculada pelo querelado [Luan Araújo], pois tratam-se de acusações que, em tese, ferem a honra subjetiva e objetiva da querelante [Carla Zambelli] e, portanto, neste momento processual, ultrapassam os limites da narração crítica acerca de um desentendimento ocorrido entre as partes”, completa.

    No texto, Luan Araújo falava que Zambelli “segue com uma seita de doentes de extrema-direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades atrás de atrocidades” e “que faz parte de uma extrema-direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”, segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

    Zambelli armada

    A deputada federal Carla Zambelli foi filmada no dia 29 de outubro, após as eleições de 2022, entrando em um bar nos Jardins, bairro do centro de São Paulo, com um revólver em punho.

    As imagens (vídeo acima) mostram a movimentação de algumas pessoas em direção a um bar, localizado em uma esquina. Na sequência, Zambelli aparece na filmagem atravessando a rua em direção ao mesmo estabelecimento com uma arma nas mãos. O vídeo termina quando a deputada discute com homens dentro do bar.

    Logo após a repercussão, a deputada publicou em suas redes sociais um vídeo em que descreve o ocorrido. Segundo Zambelli, um grupo de homens tentou intimidá-la, e um deles a empurrou no chão. Ela diz ter apontado o revólver para eles na intenção de conter o homem até a chegada de policiais militares.