Zema defende reduzir emendas parlamentares e gastos no Executivo federal
Governador de Minas Gerais critica supersalários e diz que quem quiser altos ganhos “que vá empreender”
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta quinta-feira (25), em entrevista ao CNN Prime Time, o corte de emendas parlamentares e a redução dos gastos da Presidência da República.
Zema também criticou os chamados supersalários no setor público e afirmou que o país precisa dar o exemplo na gestão dos recursos públicos. As declarações acontecem às vésperas do lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República, que deve ocorrer no próximo dia 16 de agosto, em São Paulo, em evento organizado pelo partido Novo.
“É necessário fazer uma revisão. Em Minas Gerais, eu fiz questão de dar o exemplo no corte de gastos. Como governador, dispensei o palácio e fui morar numa casa comum. Hoje temos um presidente que gasta mais de 50 mil reais por dia sem prestar contas”, disse Zema, ao criticar os gastos do Executivo federal. “No Brasil, nós temos alguém que quer ter vida de rei.”
Para o governador, é preciso estabelecer limites para o uso das emendas parlamentares.
“Os parlamentares precisam ter suas emendas, mas está tendo um excesso. Nós temos que reduzir gastos em todas as áreas. Temos um governo que gasta mal em todos os ministérios”, afirmou.
Zema também criticou a desigualdade na remuneração dentro do serviço público, destacando sua oposição aos supersalários.
“Eu sou totalmente contrário aos supersalários. Nós não podemos ter uma diferença tão grande entre aquele que ganha um salário mínimo e o supersalário. O Brasil é um país pobre. Se alguém quer ter um supersalário, eu sou da opinião que vá empreender. Monte um negócio, fique bilionário, parabéns", destacou à CNN.
*Publicado por João Scavacin, da CNN


