Advogados de Lively e Baldoni duelam na Justiça por indenização milionária

Processo civil decorrente de alegações de assédio sexual durante as filmagens de "É Assim Que Acaba"

Jack Queen, da Reuters
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Advogados dos atores Blake Lively e Justin Baldoni se enfrentaram no tribunal na terça-feira (29) devido à tentativa de Lively de obter centenas de milhões de dólares em danos morais e materiais. O caso faz parte de um processo civil decorrente de alegações de assédio sexual durante as filmagens do drama romântico de 2024, "É Assim Que Acaba".

O julgamento, cercado de grande expectativa e previsto para começar em maio, será limitado apenas às alegações de retaliação de Lively contra a produtora de Baldoni, após um juiz descartar as queixas de assédio sexual. Ambos os atores devem testemunhar sobre o caso, que já acumula mais de um ano de litígios públicos e acrimoniosos, embora nenhum dos dois tenha comparecido à audiência de terça-feira.

Baldoni e sua empresa, a Wayfarer Studios, negam veementemente as acusações. O ator foi retirado da lista de réus após uma decisão do juiz Lewis Liman, no último dia 2 de abril, que rejeitou as queixas de assédio.

Agora, o processo segue para julgamento focado na acusação de que a Wayfarer teria retaliado Lively após ela reclamar de má conduta. A atriz afirma que a empresa organizou uma campanha de difamação para destruir sua reputação e carreira por meio de uma enxurrada de postagens negativas nas redes sociais.

Na audiência desta terça, os argumentos giraram em torno de um relatório pericial encomendado pela defesa de Lively. O documento estima que ela sofreu um prejuízo de até 230 milhões de dólares em ganhos e lucros cessantes devido à suposta campanha difamatória, além de pelo menos 40 milhões de dólares por danos à imagem.

O advogado da Wayfarer, Fabien Thayamballi, chamou as cifras de "irrealistas" e afirmou que os valores não refletem os ganhos passados da atriz. Já a advogada de Lively, Naeun Rim, rebateu, dizendo que os ataques da produtora apagaram anos de investimento na linha de produtos capilares da atriz e em outras empresas que dependiam de sua reputação.

O juiz Liman encerrou a audiência sem anunciar uma decisão imediata.

Entenda o caso

Lively processou Baldoni e a Wayfarer em dezembro de 2024, buscando indenização por assédio, difamação, invasão de privacidade e violação de direitos civis. Baldoni, de 42 anos, argumentou que resolveu as preocupações de Lively assim que elas foram levantadas e que tinha o direito de contratar uma firma de gerenciamento de crise após a atriz começar a depreciá-lo publicamente.

Baldoni chegou a abrir um contraprocesso de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), acusando Lively e seu marido, Ryan Reynolds, de tentarem destruir sua reputação, mas o caso foi arquivado pelo juiz em junho passado.

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