Além de "O Agente Secreto", veja lista dos 6 filmes mais "enganadores"
Ranking foi feito pela revista britânica Far Out Magazine que listou 6 filmes nesta categoria
O filme brasileiro "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, foi considerado uma das produções com títulos mais enganadores da história do cinema. A classificação foi feita pela revista britânica Far Out Magazine em matéria publicada na última segunda-feira (6).
Segundo a revista, o longa — assim como outras produções cinematográficas — recebeu um título que não possui relação com a trama, "enganando completamente todos no cinema com um nome que não faz sentido".
Em uma lista com seis filmes, o longa estrelado por Wagner Moura levou o 5º lugar no ranking de "títulos mais enganadores da história" da revista.
Confira o ranking completo:
1. "Sorcerer" (1977)
O filme "Sorcerer", lançado no Brasil com o título "Comboio do Medo", lidera o ranking porque o público da época ficou bastante confuso com seu nome original.
Segundo a revista, o título criou uma verdadeira "armadilha de expectativas", que quase arruinou a carreira do diretor William Friedkin, especialmente porque seu trabalho anterior, "O Exorcista", é considerado um dos maiores fenômenos do terror de todos os tempos.
Isso aconteceu porque tanto o público quanto a crítica inicialmente interpretaram o longa como uma espécie de sequência espiritual ou um novo filme com temática sobrenatural.
2. "Cães de Aluguel" (1992)
O primeiro filme de Quentin Tarantino foi classificado como enganador, especialmente porque o título não se relaciona literalmente a nada do que ocorre no filme, e nenhum cachorro aparece na trama.
O cineasta, famoso por criar várias narrativas em torno de suas produções, ofereceu diversas explicações para o título do filme, sendo a mais conhecida o relato de que, quando trabalhava em uma locadora de vídeos, ele recomendou o filme francês "Au Revoir les Enfants" e um cliente respondeu: "Eu não quero ver nenhum 'Reservoir Dogs'!", o que resultou no nome do filme "Reservoir Dogs".
3. "Brazil - O Filme” (1985)
O público que frequentava os cinemas à procura de algo relacionado à cultura brasileira, ao Rio de Janeiro ou à América do Sul, deparava-se, em vez disso, com uma distopia futurista e burocrática ambientada em uma Londres alternativa e sombria.
O nome é uma referência à canção "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, uma vez que o cineasta Terry Gilliam conta que, durante sua estadia em uma praia sombria no País de Gales, ouviu essa canção tocando no rádio de alguém. A dualidade entre a felicidade da canção latina e o cenário desolador ao seu redor o levou a usar a música como um escape mental do personagem principal.
4. "Trainspotting" (1996)
Chamado no Brasil de "Sem Limites", o longa-metragem segue a turnê de reencontro de uma banda punk fictícia chamada Hard Core Logo, mas se trata de um falso documentário.
A maneira como foi filmado, com uma câmera na mão, entrevistas cruas e brigas de bastidores, era tão convincente que muitos espectadores, assim como críticos de música, acreditaram que a banda era real e que o documentário era verdadeiro.
5. "O Agente Secreto" (2025)
De acordo com a revista, o título "O Agente Secreto" é enganoso, já que transmite a ideia de que leva o espectador a esperar por uma aventura.
"O título te leva a esperar algum tipo de aventura ao estilo James Bond, mas, em vez disso, entrega quase três horas torturantes de praticamente nada acontecendo".
Além disso, afirma que a trama "não é sobre um agente secreto, mas sim sobre gatos de duas cabeças desnecessários, a política complexa do Brasil dos anos 1970 e cerca de 15 minutos de ação emocionante que aparecem muito depois de você já ter decidido: 'Não tenho a mínima ideia do que se trata'".
6. “Em Ritmo de Fuga” (2017)
No inglês, o filme é conhecido como "Baby Driver", e poderia sugerir um enredo caótico com um bebê, semelhante a uma comédia no estilo "O Poderoso Chefinho"; no entanto, "Baby" é apenas o codinome do protagonista interpretado por Ansel Elgort.
*Com informações de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil.


