Beth Goulart revela dor em perda de Nicette Bruno: "Não pude dar a mão"
Atriz refletiu sobre isolamento social que impediu contato com a veterana durante internação

A atriz Beth Goulart, 65, revelou que a maior dor que sentiu com a morte de Nicette Bruno (1933-2020) foi o fato de não poder encostar na própria mãe, que foi acometida por complicações relacionadas à Covid-19.
No auge da pandemia, o isolamento social era a medida mais eficiente para evitar o contágio do coronavírus. Ao "Na Pilha com Tati Bernardi", a famosa contou que por este motivo não pode pegar na mão da veterana durante a internação que antecedeu sua morte.
"Em 21 dias, minha mãe partiu. Minha mãe estava ótima. Então, foi um susto a perda da minha mãe. Uma perda em que ela foi de uma forma isolada de nós. Eu não pude dar a ela a minha mão, meu abraço, meu afeto. Eu tive que fazer isso de uma forma energética", contou.
Beth Goulart entregou que o processo foi ainda mais difícil porque na época escrevia um livro sobre a morte do pai, o também ator Paulo Goulart (1933-2014). A segunda perda provocou uma mudança nos rumos do projeto.
A famosa planejava ter declarações da mãe em seu livro, já que analisava a morte do pai como uma "perda assistida" — o veterano lidou com um câncer durante 4 anos. Com a rapidez da morte de Nicette, a obra se tornou uma reflexão sobre luto e dor.
Beth comentou que chegou a ver a mãe internada no CTI (Centro de Terapia Intensiva), mas precisou usar proteção especial para evitar o contágio do coronavírus.
"Uma amiga minha chegou para mim e disse: 'Vai ver sua mãe!' [E eu:] 'mas ela está entubada, ela está no CTI, não posso entrar'. (...) Eu fui lá, me paramentei toda, eu e meus irmãos. Nós tivemos esse último contato com ela, mas ela já estava inconsciente", relembrou.
Atualmente, Goulart lida com a perda de uma forma mais leve, graças à sua relação com a fé. "Amar é deixar ir também", pontuou.


