Carly Simon revela diagnóstico de Parkinson e anuncia 1º disco em 18 anos
Dona de hits como "You're So Vain" disse que doenças recentes a inspiraram e deram força para se jogar na música

A cantora Carly Simon, 83, dona de hits como "You're So Vain", revelou que recebeu o diagnóstico de doença de Parkinson. Em meio a declarações sobre o quadro revelado pela revista americana People, ela também anunciou seu primeiro disco de canções inéditas em 18 anos.
"Muitas pessoas me escreveram, gentilmente perguntando sobre meu relativo silêncio, como estou e o que tenho feito. A verdade é que tenho aprendido a viver com a doença de Parkinson", disse ela ao veículo.
“Levei algum tempo para entender o diagnóstico, me adaptar a ele e decidir o quanto eu queria falar sobre isso publicamente”, continuou ela. “O Parkinson é diferente para cada pessoa e pode ser imprevisível. Alguns dias estou tão cansada que não consigo fazer nada. Em outros, me dá um pouco mais de espaço para me movimentar, pensar, trabalhar e me sentir eu mesma", detalhou.
A doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa crônica caracterizada pela redução de dopamina, provocando lentidão motora, rigidez muscular e tremores.
Simon disse que ainda tem lutado contra a depressão e ansiedade desde que recebeu o diagnóstico. A cantora também tratou um câncer de pele recentemente.
“O câncer foi removido, mas a cirurgia afetou minha aparência e me deixou mais insegurao em relação a aparecer em público”, disse a estrela. “Sempre fui mais críticao da minha aparência do que qualquer outra pessoa poderia imaginar, e isso deu ao meu crítico interno bastante material novo.”
Carly Simon lançará um novo disco, "Come in Waves", em 14 de agosto. Em 2008, ela lançava o "This Kind Of Love".
“Trabalhar na música deu forma a dias que nem sempre tinham muita forma. Deu-me um lugar para ir sem ter que sair do quarto. Lembrou-me que a doença pode mudar a sua vida sem se tornar a sua vida por completo. Não considero o Parkinson uma dádiva ou uma bênção. Não é nenhum dos dois. É difícil, frustrante e, às vezes, assustador. Ainda estou aprendendo a conviver com ele e a aceitá-lo sem sentir que abri mão de algo essencial.”


