Demitido de turnê de Ed Sheeran, rapper Macklemore culpa empresário da NFL

Macklemore afirma que Robert Kraft e um grupo de outros donos de estádios auxiliaram sua saída da "The Loop Tour"

Da CNN Brasil*
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O rapper Macklemore compartilhou nesta segunda-feira (14) um longo pronunciamento sobre sua saída inesperada da atual turnê do cantor Ed Sheeran, 35. No post, ele detalhou os motivos por trás da decisão da equipe e disse estar chateado com o artista britânico.

Reforçando seu compromisso com pautas humanitárias, o compositor abriu a publicação destacando que nenhuma das pessoas envolvidas "são vítimas" e que o público não deveria "deixar de continuar olhando para o povo palestino, que são as verdadeiras vítimas".

"Ed é meu amigo. Eu o conheço há 13 anos. Já compartilhamos conversas tarde da noite, sessões no estúdio e palcos. Ele tem essa magia contagiante que aprendi a amar. Eu o considero como um irmão. E, por isso, tivemos algumas conversas difíceis nesta última semana", escreveu.

Embora mantenha o amor pelo colega, Macklemore declarou que nada poderia mudar sua responsabilidade em "contar o que verdadeiramente aconteceu nos bastidores".

Logo em seguida, o rapper relembrou o discurso que ele e Pink fizeram no palco no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no último dia 4, pedindo "paz em Gaza e na Cisjordânia", e afirmou que Robert Kraft, um dos grandes empresários da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e dono do New England Patriots, teria tido influência em sua exclusão da tour.

"Ed me contou que Robert Kraft ligou para ele. Estávamos com um show marcado para o Gillette Stadium, de propriedade do Kraft Group, para o final deste mês. Ed me disse que Kraft afirmou que eu não teria permissão para me apresentar no estádio dele", contou.

Em seguida, o compositor continuou, dizendo que Kraft teria se reunido com outros donos de estádios e, em conjunto, eles teriam chegado a um ultimato: "se Macklemore continuar na turnê, ele não teria permissão para se apresentar nos locais gerenciados por eles".

Ao longo do texto, o norte-americano criticou a posição "apolítica de Ed e de muitos outros envolvidos", mas afirmou entender que "escolher um lado custa dinheiro, parceiros, investidores, festivais, relações e acesso".

"O que eu disse no MetLife é algo que venho dizendo em palcos ao redor do mundo há quase três anos. Então, por que isso virou um problema agora? Porque agora estou dividindo o palco com um dos maiores artistas do mundo, em alguns dos maiores estádios dos Estados Unidos", continuou.

Reforçando sua posição política e social sobre o caso, o rapper desejou que sua relação com Sheeran não mude por conta do impasse e declarou que "13 anos de amizade não desaparecem por conta de uma briga dolorosa. Minha porta sempre estará aberta para continuarmos essa conversa."

"Eu não precisava de 10 shows do Ed. Eu precisava de dois. Duas chances de estar na frente de 90 mil pessoas e dizer as palavras que, de alguma forma, tornaram-se perigosas demais para serem ditas. Palestina livre", finalizou.

Nos comentários, ele recebeu apoio de diversos fãs e amigos da indústria da música. Apesar da extensa declaração do rapper, o cantor britânico ainda não comentou sobre o caso ou mencionou qual será a nova atração de abertura dos próximos shows.

A "The Loop Tour" está prevista para fazer uma breve parada no Brasil nos dias 5 e 6 de dezembro deste ano. Com apresentação de abertura por Finneas, irmão de Billie Eilish, Sheeran performará no Allianz Parque, em São Paulo. 

Veja o pronunciamento completo de Macklemore

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*Sob supervisão de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil

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