Miss Jamaica processa Miss Universo quase um ano após queda grave em palco
Gabrielle Henry sofreu traumatismo craniano, além de hemorragias intracranianas, lacerações no rosto e fraturas durante fase preliminar do concurso em 2025

A modelo jamaicana Gabrielle Henry, 29, entrou com uma ação judicial contra o Miss Universe Organization e outras duas empresas ligadas à entidade quase um ano após sofrer uma queda durante a edição de 2025 do concurso.
Segundo informações da revista People, o processo foi protocolado na última segunda-feira (21), no Tribunal Superior de Delaware, nos Estados Unidos, acusando os envolvidos de negligência e falhas de segurança no palco.
Gabrielle também corre atrás de indenização por outros prejuízos médicos, perda da capacidade de trabalho e oportunidades profissionais.
Relembre o acidente de Gabrielle Henry
Em 19 de novembro de 2025, durante a fase preliminar do concurso, na Tailândia, a representante da Jamaica seguia uma coreografia previamente ensaiada quando caiu por uma abertura do palco que estaria "sem sinalização e descoberta", conforme versão apresentada à Justiça.
Gabrielle afirma ainda que a forte iluminação direcionada a ela na passarela prejudicava a visibilidade. O processo aponta também que outras candidatas ao título já haviam demonstrado preocupação com as condições antes mesmo do acidente.
A queda fez a modelo perder a consciência, provocando traumatismo craniano, além de hemorragias intracranianas, lacerações no rosto e fratura. Na ocasião, a organização do Miss Universo informou que ela havia sido internada em estado crítico e permanecia sob acompanhamento neurológico.
Em comunicado divulgado em dezembro do último ano, a entidade garantiu ter assumido as despesas hospitalares, médicas e de reabilitação de Henry na Tailândia, além de outros custos relacionados à estadia da mãe da irmã nesse processo de recuperação.
Ainda segundo a ação judicial, mesmo após meses de tratamento, Gabrielle enfrenta consequências do acidente, incluindo sintomas neurológicos e cognitivos que exigem acompanhamento médico, reabilitação e cuidados contínuos.
Médica oftalmologista, a modelo não conseguiu retomar sua rotina de residência médica após o ocorrido, já que a queda teria afetado sua capacidade profissional e perspectiva de carreira.
Organização contesta responsabilidade
Ainda conforme a People, a organização afirmou que não poderia comentar as alegações, já que não havia sido oficialmente notificada sobre o processo. No entanto, contestou a atribuição de responsabilidade pela estrutura utilizada no concurso.
Segundo a entidade, a produção estava sob responsabilidade das entidades anfitriãs, entre elas a Miss Grand International e o Miss Universe Thailand, sob direção de Nawat Itsaragrisil.
A organização disse ainda que interveio após o acidente para arcar com os custos hospitalares de Gabrielle e, na sequência, seu tratramento em um hospital especializado na Jamaica, bem como ofereceu à médica uma posição de embaixadora de boa vontade da Miss Universe Organization, mas não obteve respostas.
Anteriormente, a Miss Grand International já havia apresentado uma versão diferente sobre o ocorrido. Segundo declaração divulgada pela revista, um representante afirmou que Gabrielle teria perdido a marcação de sua posição durante o desfile e talvez não estivesse olhando para a passarela. Contudo, negou que alguém a estivesse culpando pelo acidente.
Assista ao momento da queda:
#EnCorto| 😱💥 Durante la preliminar de #MissUniverse 2025, 👑🇯🇲 Gabrielle Henry, representante de #Jamaica, terminó en el suelo tras una aparatosa caída por lo que fue llevada del escenario en camilla 🚑 pic.twitter.com/RVknPTX7EV
— EL EDÉN MX 2.0 (@eledenmx20) November 19, 2025
E mais: recorde a competição do Miss Universe 2025


