“Poesia de Slam foi meu reencontro com a arte”, diz Gabz

Atriz revelou como suas origens artísticas influenciam os atuais trabalhos na televisão

Gabriela Carvalho, colaboração para a CNN Brasil
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A atriz Gabz, 27, que interpreta Eduarda em “Coração Acelerado”, revelou quais foram suas referências artísticas para entrar no mundo das telenovelas. Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, a artista afirmou que as vivências junto à cultura hip hop fizeram com que ela tivesse um letramento importante para desenvolver sua própria arte.

“Por via do hip hop, eu me entendi enquanto artista. Eu amo ler, valorizo o letramento. Mas minha consciência social chegou para mim pela cultura hip hop. E foi inevitável vir de onde eu vim, ser quem eu sou, ter a pele que eu tenho e não ter algum impacto racial em como eu me posiciono artisticamente”, revelou ela.

Gabz afirmou ainda que suas origens e a sua identidade racial também fizeram com que o seu olhar artístico a guiasse para trabalhos que fizessem sentido com o caminho que ela quer trilhar.

“Isso sempre vai me atravessar, todo personagem que eu fizer, ele vai ser uma pessoa negra, sofrendo os impactos do que é ser uma pessoa negra no Brasil. Isso vai atravessar o personagem, falando sobre isso ou não. Para mim é importante saber disso e que a minha arte vá para um caminho de entendimento social da pessoa negra”.

Segundo a atriz, seus trabalhos não estarão sempre ligados a temas sobre racialidade. No entanto, atuar como uma mulher negra, é também trazer vivências sobre esta ótica. “Não que em todo trabalho essa vá ser a temática, pelo contrário, posso fazer outros conteúdos. Mas a minha racialidade vai passar por mim, minha racialidade não está só no dizer da temática social, mas na vivência do personagem. Isso é falar sobre cultura afro-brasileira”, explicou ela.

Para a artista, compreender sua própria identidade e a artista que quer ser também tem a ver com os caminhos que percorreu ao longo dos anos. Ao citar os trabalhos dos quais mais tem orgulho, ela menciona a atuação junto ao Slam, que são batalhas de poesias faladas. Em 2017, Gabz venceu o “Slam Grito Filmes”.

“Poesia de Slam foi meu reencontro com a arte. Fui colocando minha cabeça no lugar. O meu Slam organizou muito as minhas ideias, me fez entender enquanto artista, ele é um norte para mim”, refletiu.

“Essas são as referências com as quais eu me identifico, para além de ter uma pressão de representar algo. Quero fazer o que eu acho bonito e o que eu gosto de contar, é como me sinto à vontade de contar. Minha trajetória passa pelas minhas referências, e assim vou contando minhas histórias”.

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