Carolina Dieckmmann em “Pequenas Criaturas”: “Interpretar mãe é um deleite"

Atriz vive Helena no longa-metragem vencedor do Festival do Rio e diz que maternidade continua sendo um dos temas que mais a emocionam

Nicoly Bastos, da CNN Brasil
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Depois de dar vida a diferentes personagens ao longo da carreira, Carolina Dieckmmann volta às telonas em "Pequenas Criaturas" como Helena, uma mulher que precisa reconstruir a própria identidade após se mudar com os filhos para Brasília, em 1986. Mãe de dois meninos na produção e também na vida real, a atriz contou, em entrevista à CNN Brasil, que a personagem não mudou sua visão sobre a maternidade, mas reforçou a conexão que ela já possui com esse universo.

Interpretar personagens maternas desperta sentimentos inevitáveis, segundo Carolina Dieckmmann.

"Acho que ser mãe e a maneira que eu sou mãe me toca num lugar muito emotivo. Sou uma mãe emotiva. A Helena tem mais a ver com a Anne [diretora] e com uma fusão entre ela e a mãe dela do que com a mãe que eu sou. Mas, ao interpretar uma mãe, não tem como eu fugir desse sentimento."

Para a atriz, a maternidade transforma a vida de maneira definitiva. "Interpretar mãe para mim é um grande deleite, porque eu acho que, quando a gente se torna mãe, tudo muda. Como quando a gente perde a mãe também, tudo muda. É um assunto de que eu gosto."

Em "Pequenas Criaturas", Helena enfrenta um período de profundas mudanças. Depois que o marido precisa viajar a trabalho, ela permanece sozinha na nova cidade com os dois filhos, enquanto tenta lidar com dúvidas sobre a própria identidade e com os desafios de recomeçar. Para Carolina, a jornada emocional da personagem é marcada por um momento específico que resume a essência do filme.

"A Helena é uma personagem muito densa, que está passando por uma implosão de sentimentos e de entendimento sobre a vida. E aí tem o primeiro sorriso dela. Esse primeiro sorriso, para mim, é a coisa que eu destacaria do filme."

A atriz compara essa cena ao nascimento de algo novo depois de um período de sofrimento, imagem que, segundo ela, sintetiza a trajetória da protagonista.

"Você vê aquele sorriso nascer. É como uma semente que quebra uma terra seca. É tão bonito... É algo que leva um tempo, tem uma trajetória difícil, mas chega um momento em que ela não consegue segurar e sorri. Isso me emociona muito no filme."

Confira registros de "Pequenas Criaturas"

 

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