Deolane posou com bolsa de R$ 325 mil antes de ser presa
Influenciadora apareceu nas redes com acessório de luxo horas antes da operação policial em São Paulo

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, 38, foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Poucas horas antes do cumprimento do mandado, Deolane apareceu nos stories do Instagram falando com seguidores e mostrando parte da rotina do dia. Nos vídeos, ela surgiu usando um visual totalmente preto e carregando uma bolsa de luxo da marca Hermès.
O modelo exibido pela influenciadora é avaliado em cerca de US$ 65 mil, valor que ultrapassa R$ 325 mil na cotação atual. O acessório chamou atenção nas redes sociais e voltou a reforçar a imagem de ostentação frequentemente associada à advogada e empresária.
Segundo as investigações, a operação também cumpriu outros mandados de prisão preventiva contra pessoas ligadas à cúpula da facção criminosa, incluindo familiares de Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Além das prisões, a Justiça autorizou bloqueios milionários de contas, apreensão de veículos de luxo e restrições patrimoniais envolvendo os investigados.
As apurações tiveram início em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.
A partir disso, a polícia abriu diferentes inquéritos que passaram a investigar movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis conexões entre empresas, operadores financeiros e integrantes da facção criminosa.
— Só vídeos de celebs (@VideosDeCelebs) May 21, 2026
Outro lado
Pelas redes sociais, a advogada e irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, afirmou que a nova prisão de Deolane significa uma perseguição contra a advogada. Veja nota na íntegra:
"Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos.
Acusar é fácil. Difícil é provar.
No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expões, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública...para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi feito. E isso é grave.
Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social.
Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome."


