Do funk ao zen: Anitta detalha 1ª meditação gravada e rotina espiritual

À CNN, a cantora conta como foi assinar o prefácio do livro 'Musculatura da Alma', de Max Tovar, que chegou às livrarias na sexta-feira (28)

Caroline Ferreira, da CNN Brasil
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Há cerca de quatro anos, Anitta, 32, passou a buscar novas práticas de fé e bem-estar. Além dos ritos do candomblé, onde é Ekedi e feita para Logun Edé, a cantora se aproximou de outros hábitos e ensinamentos compartilhados pela xamã e cosmoterapeuta Max Tovar, que recentemente lançou o quinto livro, intitulado de "Musculatura da Alma", com prefácio da artista.

Com 33 capítulos, a obra propõe uma alternativa para o autoconhecimento por meio de exercícios, mandalas e meditações guiadas pela estrela, considerada uma das principais vozes da indústria musical atual.

 

Com exclusividade à CNN, Anitta conta que a parceria com Max Tovar se deu de forma orgânica e natural. "Ela me mostrou o manuscrito e eu fiquei bastante tocada pelo texto. Não muito tempo, ela contou sobre a ideia das meditações guiadas. Eu mesma me ofereci a fazer".

"Minha conexão com Anitta já tem história. Há quase três anos, a acompanho como mentora em sua jornada de autodesenvolvimento. Nesse tempo, pude testemunhar de perto sua busca genuína por expansão, equilíbrio e sentido. Quando ela leu o manuscrito, compartilhou o quanto aquele conteúdo havia tocado em pontos profundos, trazendo reflexões e ferramentas capazes de impulsionar mudanças reais", relembra Max Tovar.

Além disso, a carioca diz que a ideia de passar adiante o que vivenciou e aprendeu no próprio processo de autoconhecimento foi o ponto de virada para assumir o papel de guiar outras pessoas. "As meditações, por exemplo, foram essenciais desde o início e, hoje, fazem parte da minha rotina. Elas me ajudaram a me concentrar, colocar as coisas em perspectiva, com clareza para buscar soluções, estar mais presente em tudo que eu faço", reflete.

"Eu poderia ficar falando por muito tempo desses benefícios", confessa. "E a ideia do livro é justamente poder levar tudo isso para outras pessoas. Pode ser o início de uma jornada espiritual e de reconexão de alguém, sabe? É muito transformador", acrescenta.

A distinção de Anitta e Larissa na assinatura do prefácio e narrações

Para o trabalho, Anitta ficou em segundo plano. A obra foi completamente assinada por Larissa. "Como uma das missões é a reconexão com a nossa essência e aprender recursos para conseguirmos ouvir a nossa voz interior, fez sentido eu assinar como Larissa", diz.

"A minha própria jornada de autoconhecimento passa muito por essa volta ao eixo e revisitar o que é realmente importante para mim", adiciona.

Anitta recorda ainda que o mais importante foi conseguir se concentrar para estar presente de corpo e alma durante todas as narrações. "Eu queria que toda a palavra que eu dissesse tivesse uma intenção, uma verdade e pudesse envolver o leitor em uma vibração profunda de reflexão e olhar para dentro".

A simbologia por trás do número 33

Assim como no campo da numerologia, o 33 - conhecido como número mestre, símbolo da compaixão, altruísmo e cura - também tem um significado importante para a xamã e a cantora, já que faz uma analogia às 33 vértebras da coluna. Assim, o livro serve como um guia que mostra de forma prática e integrada ferramentas que ajudam a fortalecer aquilo que mantém o espírito de pé.

"Estamos falando de musculatura e sugiro que o leitor leia uma parte a cada dia. Do mesmo jeito que nos exercitamos na academia, sabe? A frequência e compromisso com o nosso bem-estar espiritual tem que seguir essa mesma lógica", detalha Anitta que tem as primeiras meditações como suas favoritas.

"Como é algo que eu nunca tinha feito antes, precisei ajustar alguns detalhes, como o tom. Mas fluiu. Na verdade, o livro inteiro tem esse propósito. Foi pensado para ser leve e acessível. Você vai lendo, meditando, desenhando e absorvendo todos os ensinamentos", garante.

"Na posição de ser guia, eu senti paz e gratidão", comenta Anitta

Diferentemente das experiências anteriores em que sempre esteve guiada, ser guia, desta vez, causou diferença na própria meditação de Anitta.

"Até então, eu era apenas uma super adepta da prática, mas no lugar de ser guiada, né? Agora foi outra coisa. No entanto, na posição de ser a guia, eu também senti uma paz e um sentimento de gratidão tão fortes. Foi uma experiência bastante emocionalmente", conta.

"Tanto a meditação quanto a música foram feitas para despertarem emoções na gente, sejam elas mais alegres ou mais leves. São canais para nos conectarmos com o que estamos sentindo".

Como encontrar paz e calmaria em 2026? Xamã responde

Segundo Max, encontrar paz e calmaria, especialmente diante de uma rotina acelerada do excesso de estímulos, exige intenção e escolhas conscientes no dia a dia. "Além de praticar o autocuidado através de pequenas pausas, meditações guiadas, respiração consciente e momentos de conexão real consigo mesmo e com o outro".

Em um mundo cada vez mais acelerado e saturado de estímulos, a calmaria não será resultado do acaso, será fruto de intenção. "Trata-se de fazer escolhas conscientes: desacelerar quando possível, criar pausas reais no dia a dia e cultivar uma presença mais gentil consigo mesma", conclui.

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