Empresa de Beyoncé é processada por uso de sample no álbum "Renaissance"

Shuji Hirose, fundador e proprietário da Soundmen on Wax Records, afirma não ter sido creditado por um trecho de "Alien Superstar"

Flávio Ismerim, da CNN
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A Parkwood Entertainment, empresa da cantora Beyoncé, está sendo processada por um sample usado em uma das músicas do álbum "Renaissance", segundo a Billboard. Um selo independente afirma que o trecho usado na introdução de "Alien Superstar" não pertence ao músico que a artista creditou na obra.

A cantora dá os créditos a Holiday, mas Shuji Hirose — fundador e proprietário da Soundmen on Wax Records - diz que ele comprou todos os direitos de "Moonraker" quando a música foi lançada, em 1998.

“Please do not be alarmed, remain calm/ Do not attempt to leave the dancefloor/ The DJ booth is conducting a troubleshoot of the entire system", diz o trecho que abre "Alian Superstar".

O processo cita ainda a Sony, a Warner Chappell e John Holiday, que usa os nomes artísticos de Foremost Poets e Johnny Dangerous. A própria Beyoncé, no entanto, não é mencionada.

O "Renaissance" é um álbum famoso pelo grande número de samples e interpolações reunidas por Beyoncé e sua equipe. A ideia do álbum é fazer um tributo à house music dando um ar contemporâneo para o ritmo e apresentando referências históricas do ritmo ao lado de novos nomes do gênero. A fórmula foi repetida no "Cowboy Carter", que mergulha na história negra do country e dá sequência à trilogia aberta pelo "Renaissance".

A expectativa dos fãs é de que Beyoncé mantenha o padrão em um terceiro disco, dessa vez reverenciando o rock.

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