Banda Massive Attack é banida de Singapura por apoio à Palestina
Integrantes da banda receberam advertências severas e proibição de retorno após exibirem a bandeira palestina durante show.

Dois integrantes do Massive Attack receberam advertências severas e foram proibidos de retornar a Singapura depois que a banda britânica encerrou sua apresentação na quarta-feira (29) exibindo a bandeira palestina, informou a polícia na sexta-feira (31).
As autoridades disseram que a banda foi investigada por suas "ações de apoio a uma causa política e pelo desenrolar de uma bandeira estrangeira" durante o show e que não terá mais permissão para se apresentar em Singapura.
"A polícia considera com extrema seriedade atos que possam potencialmente prejudicar a harmonia racial e religiosa em Singapura e exorta o público, incluindo estrangeiros, a se abster de importar questões políticas estrangeiras, pois isso pode comprometer nossa coesão social e o Estado de Direito", afirmaram a polícia e a autoridade de mídia em um comunicado conjunto.
Singapura não permite a exibição pública de emblemas nacionais estrangeiros sem uma autorização ou isenção, e a bandeira palestina é considerada especialmente sensível devido à guerra em Gaza e à população muçulmana do país.
Em 2023, o Ministério do Interior declarou: "O conflito em curso entre Israel e Hamas é uma questão delicada. Gostaríamos de desaconselhar a exibição pública e o uso de artigos relacionados ao conflito, tendo em vista a elevada sensibilidade em torno do tema."
"A paz e a harmonia entre as diferentes raças e religiões em Singapura não devem ser dadas como garantidas, e não podemos permitir que acontecimentos externos afetem essa paz e harmonia que temos em Singapura."
A população residente de Singapura é composta por 74% de chineses, 13,6% de malaios e 9% de indianos, enquanto 3,3% são classificados como pertencentes a outros grupos. Cerca de 15% da população é muçulmana.
O Massive Attack, formado em Bristol, no oeste da Inglaterra, em 1988, é conhecido por suas posições políticas contundentes. Durante o show, vídeos exibidos pela banda destacavam conflitos que iam da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã até as guerras no Sudão, em Gaza e na Ucrânia.
Nem a organizadora do show, Lushington, nem a banda responderam imediatamente a um pedido de comentário.


