Tupac Shakur: saiba quem é o suspeito que será julgado pela morte do cantor

Ex-integrante de guange é acusado do assassinto do rapper em 1996, e será julgado por homicídio em Las Vegas na próxima semana

Da Reuters
Compartilhar matéria

O julgamento de um ex-integrante de gangue acusado do assassinato do astro do hip-hop Tupac Shakur em 1996 está marcado para começar no dia 10 de agosto em um tribunal de Las Vegas, nos Estados Unidos.

A polícia afirmou que Duane "Keffe D" Davis, de 63 anos, era suspeito do assassinato há muito tempo, e começou a se autoincriminar em uma série de declarações públicas nos últimos anos. Ainda de acordo com as autoridades, ele é o único suspeito do caso que ainda está vivo.

Ele se declarou inocente em 2023, quando solicitado pela juíza distrital Tierra Jones, do Condado de Clark, no estado de Nevada, a apresentar uma declaração de culpa ou inocência.

Acusação de assassinato

Davis é acusado de orquestrar o tiroteio que encurtou a vida de Shakur, de apenas 25 anos na época, cuja breve e prolífica carreira consolidou seu legado como um dos artistas de hip-hop mais influentes de todos os tempos.

Durante anos, o suspeito se colocou na cena do crime, afirmando publicamente que estava no banco da frente de um Cadillac branco quando este parou ao lado do carro de Shakur e tiros foram disparados do banco de trás. Shakur foi baleado quatro vezes e morreu seis dias depois.

As autoridades classificaram Davis como o suposto líder da conspiração para matar Shakur, que afirmam ter sido uma retaliação por um ataque ao sobrinho de Davis, Orlando Anderson, resultado de um conflito mais amplo entre duas gangues em Compton, Califórnia.

Suposto envolvimento de Sean Diddy Combs

Em 2024, o meio-irmão de Tupac, Mopreme Shakur, se manifestou sobre a morte do artista após surgirem boatos de que Sean Combs, conhecido como Diddy, poderia estar envolvido no caso.

Em uma aparição no programa "Piers Morgan Uncensored", Mopreme não pareceu convencido da negação de Diddy, que afirmou não ter qualquer relação com a morte do rapper. Segundo informações do TMZ, o irmão acredita que o empresário não foi "100% honesto" em suas declarações.

Durante a participação de Mopreme no programa, o jornalista Piers Morgan lembrou que, em 2008, Diddy o contratou para negar qualquer envolvimento no tiroteio que vitimou Tupac.

Ainda de acordo com o TMZ, essa ligação ocorreu após um artigo polêmico do LA Times, que sugeria que associados de Diddy tinham planejado o tiroteio que feriu Tupac. O artigo, no entanto, foi posteriormente retratado pelo jornal devido a incertezas sobre a veracidade.

Acompanhe Pop nas Redes Sociais