"Enola Holmes 3" é mais "maduro" e "assustador", diz elenco

Henry Cavill, Helena Bonham Carter e o diretor Philip Barantini comentam novo filme em entrevista exclusiva

Nicoly Bastos, da CNN Brasil
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O terceiro filme da franquia “Enola Holmes” promete apresentar uma nova fase da protagonista, interpretada por Millie Bobby Brown, 22. Em entrevista cedida com exclusividade à CNN Brasil, parte do elenco e o diretor do longa-metragem, Philip Barantini, comentaram sobre a obra chegar com uma abordagem mais adulta, sombria e com elementos de suspense, acompanhando o amadurecimento da jovem detetive. O filme estreia na plataforma de streaming Netflix na quarta-feira (1º). 

O ator Henry Cavill, 43, que retorna como Sherlock Holmes, afirma que a nova história mostra Enola enfrentando responsabilidades maiores e deixando para trás parte da juventude. Na nova obra, seu personagem aparece durante o casamento da irmã, investigando uma pista e observando com preocupação a forma como ela é tratada.

"Ele não está muito impressionado com a maneira como as coisas estão acontecendo e com a forma como as pessoas tratam Enola como se ela fosse inferior. Sherlock se incomoda com isso porque, francamente, não é verdade. Pelo menos aos olhos dele. Sherlock é um homem muito inteligente, e Enola é uma mulher muito inteligente. Então, para alguém menosprezá-la e vê-la se conformando com esse novo estilo de vida e com essas pessoas é algo desagradável para Sherlock”, disse ele.

O ator também destacou que os fãs podem esperar uma evolução significativa da personagem. “Acho que os fãs da franquia podem esperar uma progressão maravilhosa da história de Enola, com ela amadurecendo completamente e se tornando uma mulher. Há mais responsabilidades colocadas sobre ela e mais dificuldades, além da metáfora óbvia de Sherlock não estar mais lá e ela precisar salvá-lo. Os fãs podem esperar uma história mais madura, com esse estilo maravilhoso de Philip Barantini. É hora de Enola crescer”, afirmou.

A nova fase também impacta a relação de Enola com sua mãe, Eudoria, vivida pela atriz Helena Bonham Carter, 60. A atriz descreve a personagem como alguém enigmática e cheia de contradições.

“Eudoria é naturalmente misteriosa e um pouco como uma esfinge, então você nunca sabe exatamente o que ela está pensando. Mas ela sabe que sua filha vai se casar em Malta, então vai até lá, percebe que Enola está se metendo em problemas e tenta salvar o dia”, contou.

Segundo Helena, a relação entre mãe e filha é complexa na nova produção. “Como acontece com qualquer mãe e filha, elas têm uma relação complicada, e Enola não fica exatamente feliz com a chegada de Eudoria. Talvez porque Eudoria tenha passado boa parte da vida de Enola abandonando-a. Ela está certa... Eudoria é uma ótima mãe e uma mãe terrível ao mesmo tempo.”

A atriz ainda revela que o filme explora os arrependimentos da personagem. “Eudoria tem um momento em que compartilha sua culpa e seu medo de que, ao chamar a filha de Enola, tenha colocado uma espécie de maldição sobre ela. Ela teme que Enola viva de acordo com o significado do próprio nome e permaneça sozinha.”

Filme mais sombrio

Por trás da mudança de tom está o diretor Philip Barantini, conhecido por trabalhos com uma abordagem mais intensa. Ele conta que inicialmente não imaginava dirigir um filme da franquia, mas mudou de ideia ao perceber o potencial de uma versão mais adulta da personagem.

“Quando recebi o roteiro, pensei: ‘Esses não são exatamente os tipos de filmes que fiz no passado’. Mas depois li e percebi que poderia ser muito interessante. Enola agora cresceu, está prestes a se casar, e havia uma oportunidade de fazer o filme um pouco mais adulto, mais sombrio e mais assustador. Há mais perigo e um aspecto de suspense", explicou.

Barantini também comentou sobre a evolução da protagonista e da própria linguagem visual do filme. “Enola está crescendo, Millie tem 21 anos, e os personagens e o estilo do filme mudaram um pouco. Eu poderia simplesmente copiar e colar tudo o que aconteceu nos outros dois filmes por continuidade, mas queria adicionar um pouco do meu próprio estilo.”

O diretor afirma que trouxe novas escolhas visuais para a produção, incluindo mais cenas em câmera na mão e uma abordagem mais próxima dos personagens. “É importante para mim levar os atores ao set e dizer: ‘Vamos construir isso juntos, sentir para onde a cena quer ir e depois deixar que eles atuem’. É algo muito orgânico.”

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