Aquecedores portáteis: como escolher o modelo ideal para enfrentar as frentes frias

Com a chegada do frio, aparelhos compactos ganham espaço nas casas; entenda as diferenças entre os modelos e o que avaliar antes da compra

Letícia Riby, da CNN Review
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Com a aproximação do inverno e as primeiras quedas de temperatura em diferentes regiões do país, os aquecedores portáteis voltam a entrar no radar de quem busca mais conforto térmico dentro de casa.

Em São Paulo, os termômetros chegaram perto dos 8°C nesta segunda-feira (11). Em Santa Catarina, nas áreas mais altas da Serra, as temperaturas se aproximaram de -5°C - cenário que costuma impulsionar a procura por esse tipo de aparelho.

Sem necessidade de instalação e disponíveis em diferentes faixas de preço, os aquecedores portáteis surgem como alternativa para quem não pretende investir em sistemas de climatização com função quente e frio. A principal vantagem está na possibilidade de aquecer apenas o cômodo em uso, o que pode representar uma solução mais prática e econômica em comparação com a climatização de todo o imóvel.

No mercado brasileiro, há modelos a partir de R$ 100, enquanto versões mais robustas podem ultrapassar R$ 1.000. As diferenças entre eles passam principalmente pelo tipo de funcionamento, potência e indicação de uso.

Antes da compra, vale observar fatores como tamanho do ambiente, eficiência energética e recursos de segurança, que costumam fazer diferença no uso cotidiano.

Para ajudar na escolha, o CNN Review reúne os principais tipos disponíveis no mercado, pontos para avaliar e algumas opções de compra.

O que considerar antes da compra

O tamanho do ambiente é um dos primeiros critérios. Como referência, costuma-se considerar cerca de 100 watts por metro quadrado. Em quartos pequenos, de até 7 m², aparelhos de até 750 W costumam atender bem. Já em espaços maiores, acima de 15 m², pode ser necessário recorrer a modelos mais potentes ou a soluções complementares.

A presença de termostato automático, temporizador e modo econômico também pode ajudar a reduzir o consumo de energia. Esses recursos permitem que o aparelho desligue ou reduza a potência quando a temperatura desejada é alcançada.

A segurança é outro ponto importante, especialmente em casas com crianças e animais de estimação. Desligamento automático em caso de queda, proteção contra superaquecimento e grades protetoras estão entre os itens que merecem atenção.

Quais são os principais tipos de aquecedor

Termoventilador

É o modelo mais popular e geralmente o mais acessível. Funciona por meio de uma resistência elétrica e de uma ventoinha que distribui o ar quente pelo ambiente. Costuma aquecer rapidamente espaços pequenos, como quartos compactos, escritórios e banheiros. 

Aquecedor cerâmico

Utiliza placas de cerâmica que acumulam e liberam calor de forma mais eficiente. Em geral, proporciona aquecimento mais uniforme e costuma ressecar menos o ar. Também aparece em versões compactas e portáteis. O principal ponto de diferença costuma ser o preço, normalmente acima dos modelos básicos.

Halógeno
Aquece de forma quase imediata e funciona melhor para quem busca calor localizado. É silencioso, mas tem alcance limitado, o que o torna mais indicado para ambientes pequenos. Como emite luz durante o funcionamento, pode incomodar em quartos à noite. Também exige cuidado extra, já que a resistência exposta pode representar risco de queimaduras.

Radiador a óleo

Opera com resistências internas que aquecem um óleo selado no interior do aparelho. O calor é liberado gradualmente e de forma silenciosa. Uma das principais vantagens é a capacidade de continuar irradiando calor mesmo depois de desligado. Por isso, costuma ser uma opção interessante para uso prolongado e ambientes de descanso. Em compensação, demora mais para aquecer e normalmente ocupa mais espaço.

O aquecedor pode ficar ligado durante o sono?

O uso do aquecedor durante a noite pede atenção. Em ambientes fechados, o funcionamento contínuo pode elevar excessivamente a temperatura e deixar o ar abafado, o que pode causar desconforto, sensação de mal-estar e, em alguns casos, tontura ou queda de pressão. O cuidado deve ser maior em casas com crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares.

Uma prática comum é ligar o aparelho cerca de 30 minutos antes de dormir para aquecer o ambiente e desligá-lo ao deitar. Se a opção for mantê-lo em funcionamento, o ideal é deixar uma fresta de janela ou porta aberta para favorecer a circulação de ar.

Outro ponto importante é nunca cobrir o aquecedor com roupas, toalhas ou outros tecidos, já que isso aumenta o risco de superaquecimento.

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