Cerâmica fria em casa: tudo que você precisa para começar
Além do passatempo, a fabricação de peças em cerâmica podem garantir renda extra para quem está procurando uma nova atividade

Quem já assistiu Ghost, romance da década de 1990 estrelado por Demi Moore, provavelmente já se imaginou recriando a icônica cena da aula de cerâmica — seja ao lado de alguém especial ou apenas pela curiosidade de colocar a mão na massa. Mais do que uma fantasia, as esculturas de argila se tornam também um convite à pausa e ao estímulo da criatividade.
Os chamados “hobbies de bem-estar” têm ganhado cada vez mais força nas redes e fora delas. Não à toa, vemos surgir uma tendência atrás da outra: das pinturas inspiradas no universo de Bobbie Goods, que viralizaram no ano passado, ao crochê, que voltou com força total, o retorno ao manual apresenta benefícios reais à saúde mental, como a diminuição do estresse e da ansiedade.
Frente a isso, a cerâmica desponta como uma das atividades mais procuradas. No Instagram, por exemplo, a #ceramics (cerâmicas, em inglês) soma mais de 24 milhões de publicações. Seja compartilhando os resultados ou até oferecendo mentoria, os conteúdos sobre a prática ganham cada vez mais popularidade.
O problema é que, no Brasil, as aulas de cerâmica ainda têm um preço relativamente alto, onde uma experiência única, com cerca de duas horas de duração, pode chegar a R$ 400 — o que dificulta encaixar a prática tanto na rotina quanto no bolso.
Como alternativa, muitos têm apostado na sua “irmã”: a cerâmica fria. Trabalhando com porcelana fria (o famoso biscuit), a técnica permite o aprendizado em casa, com materiais mais acessíveis e sem a necessidade de forno ou de uma estrutura profissional.
O que você precisa para começar?
Ainda que acessível, a prática da cerâmica fria exige alguns materiais essenciais.
O primeiro deles é, claro, a massa. Para iniciantes, o indicado é começar com opções de toque mais suave, que permitem abrir e modelar com maior facilidade. Já para criar contornos e formatos, vale investir em um kit para iniciantes, que oferecem uma variedade de ferramentas para esculpir as figuras.
Itens como um rolo maciço e uma base de corte também podem facilitar a prática, além de evitar que a sujeira grude em superfícies e ferramentas não adequadas.




Para garantir um resultado lisinho e nivelado, é essencial investir em lixas para o acabamento da peça. Depois de pronta, é hora de dar personalidade a sua escultura.
Para isso, cabe apostar em uma boa variedade de tintas acrílicas e uma paleta godê para misturar as cores, o que possibilita novos tons. Já na etapa final, uma camada sutil de verniz garante o brilho da peça, além de ajudar a proteger a pintura contra o desgaste.



