Como escolher um bom colchão? Ortopedista explica o que considerar
Segundo médico especialista, o ideal é buscar um produto que atenda as necessidades de cada um, sempre adequando ao peso e altura

Acordar mais cansado do que quando se foi dormir é uma experiência comum para muitas pessoas. Entre diversos fatores, a qualidade do colchão pode ser determinante para garantir um sono reparador e o alinhamento adequado do corpo durante o descanso. Mas o que você deve considerar na hora de comprar o seu?
De acordo com Maurício Raffaell, médico ortopedista e diretor de ensino no Instituto NAEON, é essencial garantir um bom colchão, pois a baixa qualidade do apoio está diretamente ligada ao surgimento de lombalgias crônicas e cervicalgias. O uso inadequado também pode provocar a má qualidade do sono, uma vez que o corpo não consegue relaxar plenamente:
“Um colchão de má qualidade ou desgastado não oferece o apoio necessário, levando ao desalinhamento das vértebras. Isso sobrecarga os discos intervertebrais, ligamentos e musculatura junto à coluna”, explica. Segundo o profissional, um bom colchão deve manter as curvaturas naturais da coluna durante o repouso.
Em geral, a validade dos colchões costuma chegar a dez anos. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a troca após cerca de cinco anos — isso pelo desgaste da superfície e, também, pela proliferação de ácaros — para garantir conforto e preservar a saúde.
Dores constantes, ruídos excessivos e deformações visíveis são sinais de que passou da hora da troca. Se esse for o seu caso, o CNN Review separou algumas dicas e opções para garantir um sono de qualidade:
O que um bom colchão oferece?
Segundo o médico especialista, o recomendado é preferir por opções de de densidade média, sendo esses os mais eficazes para a redução da dor lombar e melhora do descanso. Ele explica que, enquanto colchões excessivamente moles sobrecarregam as articulações, as mais firmes podem gerar pressão excessiva em pontos como os ombros e quadris.
Ainda que algumas recomendações sejam gerais, ele explica que não existe um “segredo universal" para definir um colchão ideal, mas sim a adequação individual de acordo com as necessidades de cada pessoa:
“Um bom colchão é aquele que respeita a relação entre o peso e a altura da pessoa (tabela de densidade do material utilizado em cada colchão). O objetivo é que, ao deitar de lado, a coluna permaneça em uma linha reta horizontal”.
O profissional ainda lembra que fatores como idade, presença de doenças prévias (como hérnias de disco ou escoliose) e a posição preferencial de dormir influenciam na hora da escolha, buscando modelos específicos para cada caso.






Quando devo virar o colchão?
Periodicamente, é importante virar o colchão para prolongar sua vida útil e evitar desgastes localizados. Segundo o especialista, a recomendação é realizar o rodízio a cada três ou seis meses, girando o produto em 180 graus e, se possível, também invertendo o lado na cama.
“O principal benefício é evitar a deformação permanente da espuma ou das molas nos pontos de maior apoio do corpo (quadril e ombros). Esse desgaste, nos pontos de suporte, cria ‘covas’ que comprometem o suporte ortopédico do colchão original”, complementa.