Coronavírus: saiba quais são os sintomas e como se prevenir contra o COVID-19


Guilherme Venaglia Da CNN Brasil, em São Paulo*
14 de março de 2020 às 20:23 | Atualizado 14 de março de 2020 às 20:35
Lavar as mãos com água e sabão

A melhor forma de prevenir o contágio pelo coronavírus é lavar as mãos com água e sabão

Foto: Scottie Andrew - 28.fev.2020/CNN

O novo coronavírus (COVID-19) tem sintomas similares aos de uma gripe, mas sua alta capacidade de disseminação e a letalidade em determinados grupos de risco o torna fator de preocupação. Saiba neste guia da CNN Brasil o que você precisa saber sobre a doença, desde o que fazer para evitá-la até quais devem ser seus primeiros passos em caso de suspeita de contágio.

O que é o coronavírus?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), coronavírus são uma família de vírus que causam doenças a animais ou seres humanos. Em humanos, a maior parte dos coronavírus causam problemas respiratórios similares a uma gripe.

 

O que é uma pandemia?

Uma nova doença passa a ser considerada uma pandemia pela OMS quando não há mais uma lista de países considerados epicentros, havendo disseminação comunitária (não rastreável) do vírus nos diversos países. No Brasil, o Ministério da Saúde já registrou casos de coronavírus sem origem clara — como viagens do paciente ou familiares — nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

 

Quais são os sintomas do coronavírus?

Em geral, os sintomas do COVID-19 são parecidos com os de uma gripe normal. No entanto, há alguns sinais que ajudam a diferenciá-lo de outros tipos de infecções semelhantes. 

Além do histórico de viagem e contato com pessoas infectadas, o principal fator que ajuda a identificar o coronavírus são problemas respiratórios que não são comuns nas gripes convencionais, como intensa falta de ar. Os outros sintomas são febre, fadiga, dores no corpo e tosse.

 

Acho que estou com coronavírus. E agora?

Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o paciente com os sintomas do coronavírus deve procurar o serviço de saúde mais próximo de sua residência, onde será feita a coleta de material para diagnóstico e o início do tratamento.

No entanto, vale lembrar que prevalece o bom senso para diferenciar o COVID-19 de uma gripe convencional, evitando sobrecarregar o sistema de saúde. De qualquer forma, especialistas recomendam que pacientes com sinais de gripe mais leve fiquem em casa, como medida de prevenção, para evitar a disseminação do vírus.

 

Coronavírus

Enfermeira veste máscara no Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília

Foto: Adriano Machado - 10.mar.2020/Reuters

 

Como evitar pegar o coronavírus?

A principal dica é simples: lavar as mãos, principalmente para evitar levar ao nariz e a boca vírus contraídos na rua. A higienização pode ser feita com água e sabão (apenas água é considerado ineficaz) ou com álcool em gel.

Segundo o Centro para a Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), há um jeito certo de lavar as mãos. Saiba como fazer:

1º passo: Molhe as mãos com água corrente limpa. Feche a torneira e ensaboe as mãos.

2º passo: Transforme o sabão em uma espuma ao esfregar as mãos. Ensaboe as costas da mão, entre os dedos e abaixo das unhas.

3º passo: Esfregue as mãos por, ao menos, 20 segundos. Não há um número mágico, mas lavar as mãos por ao menos esse período está se mostrando capaz de remover mais micróbios do que lavar por tempos mais curtos. 

4º passo: Enxague suas mãos em água corrente limpa.

5º passo: Seque suas mãos usando uma toalha limpa ou coloque-as sob o ar quente.

O Ministério da Saúde também faz outras recomendações. É importante evitar tanto quanto possível aglomerações de pessoas e cumprimentar outras pessoas de forma física, com abraços, beijos e apertos de mãos. 

Apesar de haver transmissão comunitária, as pessoas que retornarem de viagens ao exterior seguem sendo consideradas mais vulneráveis ao novo coronavírus. Por isso, quem retornar de viagem, independemente do país, é orientado a permanecer isolado por sete dias. 

Também é importante evitar permanecer em ambientes fechados e compartilhar itens pessoais, como copos e talheres. As autoridades não recomendam o uso de máscaras de proteção, com exceção de profissionais de saúde e cuidadores de idosos.

 

Como é o tratamento para coronavírus?

Ainda não há um medicamento que seja efetivo especificamente contra o COVID-19. Como em uma gripe, é indicado o repouso e o consumo de bastante água. 

Remédios e procedimentos visarão atenuar os sintomas. Para dor e febre, são recomendáveis analgésicos e antitérmicos convencionais. O uso de umidificador de ar e banhos quentes são recomendáveis para melhorar os sintomas de febre e dor de garganta.

 

Existe vacina contra o coronavírus?

Não, ainda não há uma vacina para o coronavírus. O Ministério da Saúde promoverá uma campanha de vacinação contra a gripe para ajudar a evitar que o sistema de saúde seja sobrecarregado, ao evitar casos de gripes comuns que poderiam ser confundidas com o COVID-19. 

 

Quais medidas estão sendo tomadas para evitar o coronavírus?

Diferentes instâncias de governo estão discutindo a liberação de valores para poder reforçar as campanhas de conscientização e a estrutura do sistema de saúde. Há o temor de que, caso o número de casos exploda em um curto período, o sistema não seja capaz de cuidar da forma ideal, levando a uma explosão nos registros.

Por esse motivo, governos estão suspendendo aulas nas escolas e universidades e recomendando que eventos com aglomerações sejam cancelados ou adiados para evitar a evolução rápida dos casos.

 

Quais são os grupos de risco para o coronavírus?

Idosos e pacientes de doenças crônicas representam o público que causa maior preocupação em relação ao COVID-19. Esses grupos possuem imunidade mais baixa, o que os torna mais vulneráveis à ação do vírus e a complicações decorrentes, como síndromes respiratórias agudas graves.

Estudo do Centro para a Prevenção e Combate a Doenças da China analisou casos no país e identificou que a taxa de mortalidade avança conforme a idade. Enquanto entre 0 e 49 anos ela não passa de 1%, entre 50 e 59 fica em 1,3%; entre 60 e 69 vai para 3,6%; entre 70 e 79 anos sobe para 8%; e acima dos 80 anos chega a 14,8%

Importante observar que, em muitos casos, os idosos podem não registrar febre, o que obriga a redobrar a atenção para os outros sintomas mais comuns do COVID-19.

 

Por que deve se evitar deixar crianças com idosos?

Com as aulas suspensas em muitos estados brasileiros, pais podem deixar os filhos com os avós para poderem trabalhar. Esse procedimento não é recomendável.

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, isso acontece porque as crianças são, em geral, assintomáticas ou apresentam sintomas leves caso estejam com o coronavírus. Por isso, ao ficarem com os avós, podem transmitir o COVID-19 a eles, que tendem a sofrerem maior complicação com o vírus.

Veja mais informações nos sites oficiais da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde

*Com Agência Brasil