Idosos mantêm distância de, pelo menos, 1 metro em fila para vacina contra gripe


Da CNN, em São Paulo
23 de março de 2020 às 10:07 | Atualizado 23 de março de 2020 às 11:21
 

Em meio ao avanço do coronavírus no Brasil, idosos foram vistos mantendo a distância indicada, de pelo menos, um metro, na fila da vacina contra a gripe na Unidade Básica de Saúde (UBS) Max Perlman, na cidade de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (23) - data de início da campanha nacional de vacinação. 

A ideia é que essa distância seja mantida também no interior das unidades de saúde a fim de se evitar aglomerações no momento da aplicação da vacina. 

Apesar de não trazer imunidade em relação ao coronavirus, a vacinação irá ajudar a definir de maneira mais direta os motivos de sintomas, pois, já sabendo as imunidades, os órgãos de saúde terão agilidade em definir o tipo da doença.

"À medida que você imuniza grande parte da população, idosos, principalmente, você evita que ele fique gripado, tenha que procurar hospital e tenha risco de contrair o coronavírus. Se a pessoa apresentar algum quadro, ajuda também na avaliação clínica feita pelos nossos médicos", disse o secretário à CNN.

Na cidade de São Paulo, as doses serão aplicadas nas 469 UBS da cidade. A vacinação vai das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira.

Divisão

Acelerada pela pandemia, a campanha de vacinação terá 2 mil estudantes do 5.º ano da área de Saúde, que foram convocados a participar das equipes. A vacinação é uma das formas de facilitar o diagnóstico dos casos suspeitos do novo coronavírus, pois a gripe e a COVID-19 têm sintomas semelhantes. Apesar disso, a doença não é uma gripe e se assemelha a uma pneumonia.

Nessa primeira etapa, serão vacinados idosos e trabalhadores da área da saúde. A segunda fase, a partir de 16 de abril, está voltada para doentes crônicos, professores (rede pública e privada) e profissionais das forças de segurança e salvamento.

Uma terceira, a partir de 9 de maio (dia "D" mobilização nacional), incluirá crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, puérperas (que está até 45 dias após o parto), pessoas com deficiência, povos indígenas, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, além da população privada de liberdade. (Com Estadão Conteúdo)