Cloroquina não é uma panaceia, diz Mandetta sobre medicamento

"Nós podemos ter mais mortes por mau uso de medicamento do que pela própria virose", declarou o ministro

Téo Cury Da CNN, em Brasília
28 de março de 2020 às 17:28 | Atualizado 28 de março de 2020 às 18:45
CFM quer que Anvisa regulamente venda e uso de remédios com cloroquina e hidroxicloroquina
Foto: Chris Wattie - 12.jun.2019/ Reuters

Em entrevista coletiva na tarde deste sábado (28), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a hidroxicloroquina, medicamento que vem sendo testado no combate ao novo coronavírus, não é uma "panaceia".

“Cloroquina não é uma panaceia. Cloroquina não é o remédio que veio para a salvar a humanidade. Ainda”, disse Mandetta sobre o medicamento comumente usado no tratamento da malária

"Esse medicamento, se tomado, pode dar arritmia cardíaca e paralisar a função do fígado, então se sairmos com a caixa na mão e falar 'pode tomar', nós podemos ter mais mortes por mau uso de medicamento do que pela própria virose, então não façam isso", declarou Mandetta.

Na entrevista, o ministério atualizou os números da epidemia no Brasil. Subiu para 114 o número de mortes em decorrência da pandemia de coronavírus no Brasil, e o número de confirmados já chega a 3.904.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou na última quinta-feira (26) a pesquisa com a hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus.