Isolamento social é fundamental, afirma infectologista

Em entrevista à CNN, o infectologista Rodrigo Contrera do Rio defende o isolamento horizontal e afirma ser a forma mais efetiva no combate ao coronavírus 

Da CNN, em São Paulo
28 de março de 2020 às 17:55 | Atualizado 28 de março de 2020 às 17:58

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem insistido que, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o comércio e outros serviços devem voltar a funcionar. 

A justificativa é de que os danos na economia serão irreversíveis caso o país continue parado por muito tempo. 

No entanto, especialistas da área de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dizem que é fundamental manter as medidas de isolamento social para evitar uma disseminação ainda maior da COVID-19.

O infectologista Rodrigo Contrera do Rio defende o isolamento que estamos vivendo e afirma ser a forma mais efetiva no combate à doença. 

"O vírus não vai sumir porque já tem uma transmissão comunitária. Mas se sairmos do isolamento agora, nós seremos o celeiro de multiplicação desse vírus. Se todos forem às ruas ao mesmo tempo, vão aumentar o número de pessoas infectadas. Precisamos do máximo de tempo possível em isolamento para evitar aglomerações e deslocamentos desnecessários. Assim, conseguiremos manter a taxa de infectividade mais baixa", explica.

Máscaras não devem ser usadas sem necessidade

A grande dúvida da maioria das pessoas é em relação a quais equipamentos de proteção devem usar para se proteger do coronavírus. 

Segundo o infectologista, as máscaras são indicadas para pessoas com quadro confirmado ou suspeito de COVID-19 ou que tenham contato com alguém confirmado com a doença.

Indivíduos com sintomas como tosse e coriza e profissionais da área de saúde também devem utilizá-la.

Mas a cada dia que passa, vemos mais pessoas utilizando máscara nas ruas. A branca, por exemplo, é a mais comum. Só que ela tem um tempo de vida: dura, geralmente, de duas a três horas.

Além disso, não adianta usá-la e não higienizar bem as mãos —  o produto, muitas vezes, dá uma falsa sensação de proteção.

Antes de colocá-la, portanto, é preciso lavar bem as mãos com água e sabão ou higienize-as álcool em gel, evitar tocar na máscara enquanto estiver usando-a e não reutilizá-la.