Unicamp recebe certificação e começa fazer testes para identificar COVID-19


André Catto Da CNN, em São Paulo
01 de abril de 2020 às 20:36 | Atualizado 01 de abril de 2020 às 20:51
HC da Unicamp

Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP), recebeu certificação para realizar testes da COVID-19

Foto: Divulgação

O Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, no Interior de São Paulo, foi habilitado oficialmente nesta quarta-feira (1º) para a realização de diagnósticos do novo coronavírus. A certificação, concedida pelo Instituto Adolfo Lutz, foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Conduzidos pelo Laboratório de Patologia Clínica do HC, os testes para a COVID-19 serão realizados inicialmente nos pacientes internados na unidade e em profissionais de saúde — dez testes já foram realizados.

A expectativa do HC é que a capacidade para a realização de diagnósticos cresça, além da demanda interna do hospital. Segundo o professor Alessandro Farias, coordenador da frente de diagnósticos da força-tarefa contra a COVID-19 da Unicamp, deve haver um avanço significativo em pelo menos 30 dias.

“Esperamos que, entre 15 e 30 dias, possamos centralizar os exames de todos os hospitais da região. Hoje, os testes são enviados diretamente para o Instituto Adolfo Lutz”, diz Farias.

Segundo o professor, a ampliação dos testes realizados no HC poderá ajudar a desafogar o número de testes no instituto, já que as amostras da região de Campinas são enviadas diretamente para a capital.

Ainda de acordo com o coordenador, essa ampliação será possível a partir de um repasse de recursos do Ministério Público do Trabalho (MPT), oriundos de depósitos em conta judicial, que destinou R$ 2,6 milhões ao HC para o custeio dos testes. A estimativa é que a capacidade possa ser ampliada de 300 para 20 mil testes por semana.

O HC da Unicamp atende a um perímetro que abrange 6,5 milhões de pessoas no interior de São Paulo. Além de Campinas, que tem 1,2 milhão de habitantes, o hospital é referência para municípios como Valinhos, Paulínia, Sumaré e Itatiba.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, duas pessoas morreram na cidade por coronavírus. A última morte, anunciada nesta quarta-feira, foi de um homem de 62 anos. Até o último balanço, o município tinha 39 casos confirmados, 82 descartados e 683 em investigação.