Brasil tem mais de 20 mil casos de COVID-19; 1.124 pessoas já morreram

Boletim epidemiológico foi divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde deste sábado (11)

Guilherme Venaglia Da CNN, em São Paulo
11 de abril de 2020 às 17:03 | Atualizado 11 de abril de 2020 às 19:04
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, e o secretário de Vigilância Sanitária, Wanderson de Oliveira
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O número de casos confirmados do novo coronavírus no Brasil chegou a 20.727 casos, segundo boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde neste sábado (11). As mortes, que passaram de 1.000 no relatório de sexta, chegaram a 1.124.

Neste último relatório, o Brasil havia registrado 1.056 mortes e 19.638 casos confirmados. Portanto, foram confirmados novos 1.089 casos e 68 novas mortes.

Com 8.419 casos confirmados e 560 óbitos, o estado de São Paulo segue como o principal foco da doença no país. Na sequência aparecem o Rio de Janeiro (2,6 mil casos e 155 mortes), Ceará (1,5 mil casos e 67 mortes) e o Amazonas (1.050 casos e 53 mortes).

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O estado do Tocantins, com 23 casos confirmados, segue sendo o único a não registrar nenhuma morte decorrente da doença. Segundo o Ministério da Saúde, três estados estão em situação de emergência para o número de mortes e seis para o número de casos.

A emergência pelos óbitos acontece no Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro, estados que têm, respectivamente, 13, 12 e 9 mortes a cada um milhão de habitantes. Em relação aos casos confirmados, o Amazonas aparece novamente como a situação mais delicada, com 250 casos a cada milhão.

Unidades federativas pouco populosas, o Amapá e o Distrito Federal tem índices altos apesar de não serem os locais com o maior número de casos. No Amapá, são 224 casos a cada um milhão e no Distrito Federal, esse índice é de 190.

Completam a lista dos estados em situação de emergência, São Paulo (182), Ceará (172) e Rio de Janeiro (150). O critério do Ministério da Saúde para definir isso, em ambos os casos, são os estados que superem em 50% a média nacional, que é de 98 casos e cinco mortes por um milhão de habitantes.

Boletim epidemiológico a respeito do novo coronavírus, divulgado neste sábado (11)
Foto: Ministério da Saúde

Metodologia

Trata-se do menor número de casos desde terça-feira (7). No começo da semana, a pasta informou que os registros têm ritmo mais lento aos finais de semana e feriados, pela rotina de trabalho das secretarias estaduais de Saúde.

Há uma defasagem permanente nos dados registrados pelo Ministério da Saúde. Isto porque o boletim anunciado diariamente às 17h reflete os registros das secretarias estaduais de Saúde ao longo das 24 horas anteriores.

Outra razão é a própria demora dos testes. Há grande volume de exames sendo analisados e processados, o que amplia o prazo de demora para os resultados. A principal forma de identificação dos óbitos são aqueles casos de pessoas que já tinham sido diagnosticados com a COVID-19 e morreram após piora no quadro da doença.

Leitos

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou nesta sexta-feira (11) que os gestores públicos que ocultarem intencionalmente ou utilizarem de forma diversa os leitos pagos pelo governo federal a fim de obter mais recursos, serão responsabilizados civil e criminalmente.

A quantidade de leitos é, segundo o ministério, a principal métrica para definir a necessidade de reforços administrativos e financeiros e também, a necessidade ou não de medidas de isolamento.