Brasil registra 99 novas mortes por COVID-19 e número sobe para 1.223


Guilherme Venaglia Da CNN, em São Paulo
12 de abril de 2020 às 17:13 | Atualizado 13 de abril de 2020 às 04:56
Os secretários do Ministério da Saúde, João Gabbardo e Wanderson de Oliveira

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, e o secretário de Vigilância Sanitária, Wanderson de Oliveira

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (12) o novo balanço sobre a epidemia do novo coronavírus no Brasil. Segundo o relatório, o país tem 22.169 casos e 1.223 mortes decorrentes da COVID-19.

No balanço de sábado, eram 1.124 mortes e 20.727 casos confirmados. Portanto, são 1.442 novas confirmações e 99 mortes registradas no país.

A elevação registrada neste boletim é menor do que a média da maior parte da semana, mas é superior aos dados de sábado, quando foram confirmados 68 mortes e 1.089 novos casos.

O estado de São Paulo segue sendo aquele com a maior concentração de casos no país. São 8.755 confirmações e 588 mortes. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro (2.855 casos e 170 mortes), o Ceará (1.676 casos e 74 mortes) e o Amazonas (1.206 casos e e 62 mortes).

Amazonas

O estado da região Norte chama a atenção pela velocidade acelerada de crescimento dos registros. Entre sexta-feira (10) e domingo, o número de casos no Amazonas cresceu 22,93%, quase o dobro da média nacional no mesmo período (12,88%).

Enfrentando sérias dificulades no abastecimento do sistema de saúde, o Amazonas é o estado com os maiores índices de incidência média para casos (287 a cada 1 milhão de habitantes) e mortalidade (15 a cada um milhão de habitantes).

Os coeficientes são calculados com base na projeção do IBGE para a população dos estados em 2020. O Ministério da Saúde não divulgou neste domingo os coeficientes de incidência em regiões dos estados. No boletim de sábado (11), Manaus e seu entorno era o terceiro maior foco, atrás das cidades de Fortaleza e São Paulo.

Pernambuco

O estado de Pernambuco passou a constar no grupo dos estados com emergência para o número de mortes. Com nove mortos a cada um milhão de habitantes, o estado está 50% acima da média nacional e, portanto, passou ao nível vermelho de alerta.

Outros três estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas estão na mesma situação. No entanto, Pernambuco é o único estado a ser considerado emergencial para as mortes estando com número de casos confirmados abaixo da média nacional.

Os estados emergenciais para o número de casos seguem os mesmos do restante da semana. Além de SP, RJ e AM, o Amapá, o Distrito Federal e o Ceará. 

Metodologia

Importante frisar que há uma defasagem permanente nos dados registrados pelo Ministério da Saúde. Isto porque o boletim anunciado diariamente às 17h reflete os registros das secretarias estaduais de Saúde ao longo das 24 horas anteriores.

Esse registro é manual e sofre alterações conforme a rotina de trabalho das estruturas locais de saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, o ritmo de atualizações é mais lento aos finais de semana e feriados.

Outra razão é a própria demora dos testes. Há grande volume de exames sendo analisados e processados, o que amplia o prazo de demora para os resultados. A principal forma de identificação dos óbitos são aqueles casos de pessoas que já tinham sido diagnosticados com a COVID-19 e morreram após piora no quadro da doença.