Coronavírus já contaminou 237 profissionais de enfermagem no país

Dados ainda revelam que somados os casos confirmados e suspeitos em investigação, o número salta para 2.569

Daniel Mota Da CNN, em São Paulo
13 de abril de 2020 às 16:15 | Atualizado 13 de abril de 2020 às 16:40

 

Enfermeiros em hospital da capital paulista improvisam equipamento de proteção
Foto: Divulgação/ Sindsep

O novo coronavírus já contaminou ao menos 237 profissionais de enfermagem no país, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Destes, 14 morreram em consequência da COVID-19 e 223 se recuperam da doença.

Outros 2.321 profissionais têm suspeita de contaminação. Além disso, outras 12 mortes estão sendo investigadas pelas autoridades sanitárias. 

Os dados foram levantados pelo observatório e Departamento de Fiscalização do Cofen em conjunto com os conselhos regionais de enfermagem. De acordo com o Cofen, a fiscalização ocorreu nos meses de março e abril.

"É uma situação grave, que exige medidas imediatas para evitar o adoecimento em massa de profissionais, que pode ser catastrófico não apenas para os diretamente afetados, mas para o próprio sistema de Saúde", diz o presidente do Cofen, Manoel Neri. 

A maioria das mortes - confirmadas ou suspeitas - era de técnicos e auxiliares de enfermagem, além de oito enfermeiros. As últimas mortes foram registradas na manhã desta segunda-feira de uma técnica de enfermagem de Guarulhos e um enfermeiro de Barretos. 

A fiscalização do Cofen comprovou que a região Sudeste tem a maior quantidade de casos suspeitos e confirmados da COVID-19, seguida pelo Sul,  Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo, Sergio Antiqueira, os números devem ser bem maiores e alega que a prefeitura está subnotificando os casos. 

“Nós estamos levantando os dados de profissionais da saúde que morreram através das redes sociais porque a prefeitura não repassa os dados. Por isso, acreditamos que estejam subnotificados. A prefeitura não respondeu aos nossos questionamentos na mesa técnica sobre adoecimentos dos profissionais e depois divulgou uma nota à imprensa com dados de afastamentos por gripe, mas que não deixa claro se foi por coronavírus”, conta Antiqueira.