Com dinheiro limitado, escolhas são 'inevitáveis', diz novo ministro da Saúde

Leandro Resende Da CNN, no Rio
16 de abril de 2020 às 18:24 | Atualizado 16 de abril de 2020 às 19:11

Em vídeo postado em abril do ano passado, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, afirma que o fato de o dinheiro da Saúde ser limitado obriga que sejam feitas "escolhas".

No exemplo dado pelo novo titular da pasta, Teich compara o valor a ser gasto no tratamento de um paciente idoso com câncer e um adolescente nas mesmas condições e pondera sobre quem deveria ser salvo nesta situação hipotética. O trecho com a fala, considerada polêmica pelo próprio Teich, circula nas redes sociais desde que ele foi anunciado como novo ministro do governo Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (16). 

O vídeo foi postado no dia 17 de abril de 2019 pelo Instituto Oncoguia.

Na peça, de pouco mais de 7 minutos, Teich afirma que participou de um evento da instituição sobre oncologia sustentável.

Veja e leia também:

Quem é Nelson Teich, substituto de Mandetta no Ministério da Saúde

Brasil ultrapassa 30 mil casos de COVID-19; mortos são 1.924

Mandetta e Bolsonaro acumularam semanas de embates; relembre

No exemplo que ganhou os grupos de WhatsApp e as redes sociais, ele afirma que o "dinheiro da saúde é limitado. "Tenho uma pessoa mais idosa, com doença crônica avançada. Para ela melhorar, eu vou gastar a mesma coisa que vou investir em um adolescente, que tem a vida inteira pela frente. Qual vai ser a escolha? São duas coisas importantíssimas. O dinheiro é imitado, e você tem que trabalhar com essa realidade. A segunda é que escolhas são inevitáveis", pondera o médico no vídeo. 

Ao longo da peça, Nelson Teich avalia que "má gestão, corrupção recurso financeiro baixo" são os principais problemas da saúde atual. "Os Estados Unidos são referência em termo de acesso, gastam 11,5 mil dólares por cidadão. E no SUS? Gastamos 500", exemplificou.