Marcos Pontes explica testes clínicos com nitazoxanida contra novo coronavírus

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações disse que testes com remédio contra COVID-19 já estão na terceira etapa

Da CNN, em São Paulo
20 de abril de 2020 às 11:20

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes explicou à CNN, nesta segunda-feira (20), como têm funcionado os testes com o medicamento nitazoxanida na ação contra o novo coronavírus. O remédio tem se mostrado altamente eficiente contra o novo coronavírus, em ensaios laboratoriais, reduzindo em quase 94% a carga viral.

De acordo com o ministro, os testes para a aprovação já estão na terceira etapa e, caso se mostre efetivo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) irá permitir que os médicos receitem o medicamento para o tratamento da COVID-19.

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Pontes detalhou que os testes clínicos, que já foram iniciados, vão envolver 500 pacientes e deve durar aproximadamente um mês, porque ainda não há informações sobre o fluxo de pacientes que deve dar entrada nos hospitais e que serão aprovados para serem submetidos ao teste, além do tempo do procedimento em si. "Para cada paciente, o teste dura 14 dias. Cinco dias em que ele utiliza o medicamento e nove em que é observado", explicou. 

O ministro se mostrou otimista com o medicamento. "A esperança é que esse medicamento funcione. Existe a possibilidade também de não funcionar? Existe, e é para isso que a gente faz os testes", disse.

Pontes ainda esclareceu o motivo da demora em divulgar o nome do medicamento era evitar o que aconteceu com a cloroquina, que provocou uma corrida às farmácias e prejudicou a busca de quem utiliza o medicamento. "Agora, então, só com receita médica [para comprar] e o processo fica controlado, para que as pessoas esperarem e ter calma e, quando a gente comprovar isso, vai ser informado", explicou.

Além do Brasil, Egito, Estados Unidos, México e Paquistão devem começar os testes com a substância em breve.