Estado de São Paulo já ultrapassa 1.800 mortes por coronavírus

Doença se espalha para o interior, litoral e Grande São Paulo, que já respondem por 1 a cada três óbitos e casos da COVID-19 no estado.

Da CNN, em São Paulo
27 de abril de 2020 às 18:12 | Atualizado 27 de abril de 2020 às 18:45
Atualmente há cerca de 8 mil pessoas internadas por suspeita ou confirmação de COVID-19 em SP
Foto: Diego Vara/Agência Brasil

O estado de São Paulo registrou nesta segunda-feira (27) o total de 1.825 mortes pelo novo coronavírus, 125 a mais desde domingo (26). Até o momento, há 21.696 casos confirmados da doença no estado, segundo dados do governo.

A doença se espalha para o interior, litoral e municípios da Grande São Paulo. Excluindo a capital, as demais regiões concentram cerca de 1/3 dos óbitos e infecções: são 653 mortes (35,7% do total) e 7.707 casos (35,5%).

Das 645 cidades de São Paulo, 131 já têm registro de uma ou mais vítimas fatais da COVID-19. A doença também já infectou pessoas em 288 cidades.

Desde domingo (26), houve queda de um ponto percentual da concentração na cidade de São Paulo, que agora responde por 64% dos casos e mortes do estado, à medida que a doença se dispersa para outras localidades.

Ainda de acordo com informações do governo, há cerca de 8 mil pessoas internadas por suspeita ou confirmação de COVID-19, um aumento de mais de 500 pessoas nas últimas 24h. São 3.106 pacientes em UTI e 4.810 em enfermaria.

Também houve crescimento de um ponto percentual na taxa de ocupação dos leitos de UTI para atendimentos a COVID-19. Nesta segunda, está em 59,8% no estado de São Paulo e 78,4% na Grande São Paulo.

Perfil da mortalidade

Com base nos dados divulgados pelo governo do estado de São Paulo, entre as vítimas fatais, estão 1.066 homens e 759 mulheres. As mortes continuam concentradas em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 74,7% dos casos.

Observando faixas etárias subdivididas a cada dez anos, nota-se que a mortalidade é maior entre 70 e 79 anos (467 do total), seguida por 60 a 69 anos (406) e 80 a 89 anos (357). Também faleceram 135 pessoas com mais de 90 anos. Fora desse grupo de idosos, há também alta mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos (234 do total), seguida pelas faixas de 40 a 49 (138), 30 a 39 (66), 20 a 29 (16) e 10 a 19 (5), e um com menos de 10 anos.

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (56,1% dos óbitos), diabetes mellitus (40,6%), pneumopatia (11,5%), doença renal (11,4%) e doença neurológica (10,5%). Outros fatores identificados são imunodepressão, obesidade, asma e doenças hematológica e hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 1.508 pessoas que faleceram por COVID-19 (82,6%) do total.