Macacos são imunizados contra novo coronavírus em testes de vacinas


Marcelo Favalli Da CNN, em Nova York
20 de maio de 2020 às 19:45
Exame de sangue para a COVID-19

 

Foto: Chokniti Khongchum/Shutterstock


Dois estudos publicados na respeitada revista científica Nature indicam a eficácia de duas fórmulas contra a Covid-19 em primatas.

As vacinas, uma desenvolvida na Inglaterra e outra na China, apresentaram resultados positivos em testes de imunização em macacos.

Seis cobaias já tinham se curado da doença e foram expostas, novamente, ao novo coronavírus. Os exames indicam que os animais não adoeceram por terem anticorpos desenvolvidos pelo tratamento.

Por outro lado, os símios imunizados apresentavam a mesma quantidade do vírus no nariz quanto os espécimes não vacinados usados para controle. Os experimentos realizados na Inglaterra e na China tiveram resultados semelhantes.

O artigo publicado na Nature destaca que, embora os cientistas tenham identificado anticorpos protetores produzidos em resposta ao novo coronavírus, ainda existem poucas evidências científicas para garantir a eficiência da vacina.

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E se uma vacina contra a COVID-19 nunca for desenvolvida?

Os dados iniciais, coletados na Inglaterra e na China, apresentam pistas sobre como as vacinas contra a Covid-19 podem gerar uma resposta do sistema imunológico. Os cientistas dizem que essas pesquisas com animais são cruciais para entender como o medicamento funciona. Os resultados obtidos com os macacos irão direcionar os testes em humanos, inclusive ajudando na identificação dos tipos de candidatos.

Na segunda-feira (18), a empresa de biotecnologia Moderna apresentou resultados positivos da fase 1 de testes em humanos de uma vacina desenvolvida nos Estados Unidos.

No comunicado à imprensa, a farmacêutica informou que participantes do estudo receberam uma ou duas doses da vacina. Oito deles desenvolveram uma forte resposta imune ao vírus. Outros 25 voluntários tiveram uma reação menos intensa, com quantidades de anticorpos comparáveis às pessoas que se curaram do novo coronavírus.