35% das infecções por Covid-19 são assintomáticas, diz agência americana


Michael Nedelman e Arman Azad, da CNN
22 de Maio de 2020 às 04:22 | Atualizado 22 de Maio de 2020 às 04:31
Mulher caminha de máscara em rua de Nova York

Mulher caminha de máscara em rua de Nova York

Foto: Brendan McDermid - 28.fev.2020/ Reuters

O site do CDC (Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) publicou novas informações e orientações sobre o novo coronavírus nesta quinta-feira (21). 

O CDC estima que que cerca de um terço das infecções por coronavírus são assintomáticas.

A agência federal de saúde afirma também que sua “melhor estimativa” indica que 0,4% das pessoas que apresentam sintomas e têm Covid-19 morrerão. Projeta, ainda, que 40% das transmissões do novo coronavírus ocorrem antes que as pessoas apresentem sintomas da doença. 

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Em suas novas orientações, destinadas a autoridades de saúde pública, o CDC descreve cinco cenários possíveis. Quatro delas representam "os limites inferior e superior da gravidade da doença e da transmissibilidade viral".  

A quinta é a "melhor estimativa atual do CDC sobre transmissão viral e gravidade da doença nos Estados Unidos". Nesse cenário, a agência descreve sua estimativa de que 0,4% das pessoas que estão doentes com o Covid-19 morrerão.  

Para pessoas com mais de 65 anos, o CDC aumenta esse percentual para 1,3%. Para pessoas com 49 anos ou menos, a agência afirma que 0,05% das pessoas sintomáticas morrerão. Pressupõe também que pessoas sem sintomas sejam tão infecciosas quanto aquelas com sintomas.

A agência também estima que 3,4% das pessoas sintomáticas com Covid-19 precisarão de hospitalização, com esse número subindo para 7,4% em pessoas com 65 anos ou mais.

No cenário mais grave, o CDC assume que 1% das pessoas em geral com Covid-19 e sintomas morrerão. No cenário menos grave, o CDC crava esse percentual em 0,2%.

“Esses cenários buscam promover a preparação e o planejamento da saúde pública. Não são previsões ou estimativas do impacto esperado do COVID-19”, explica o CDC.

O órgão americano também observa que seus números e estimativas podem mudar à medida que se aprende mais sobre o Covid-19. Diz ainda que os números "não refletem o impacto de nenhuma mudança de comportamento, distanciamento social ou outras intervenções". Isso seria relevante para algumas estimativas da agência, como a quantidade de infecções que resultam de cada caso.

Com essas ressalvas, o CDC afirma que os novos números se baseiam em dados confirmados recebidos antes de 29 de abril. 

O CDC caracteriza esses dados como estimativas preliminares de agências federais, incluindo o CDC e o escritório do HHS (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos).