Pesquisadora da Unifesp esclarece dúvidas sobre vacina de Oxford


Da CNN, em São Paulo
27 de junho de 2020 às 13:26 | Atualizado 27 de junho de 2020 às 14:05

A pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Lily Yin Weckx é a responsável no Brasil por coordenar os estudos sobre a nova vacina de Oxford. O governo brasileiro fechou uma parceria com o Reino Unido, neste sábado (27), para adquirir a tecnologia e insumos para a produção da vacina, com estimativas inicias de fabricar 30 milhões de doses até janeiro de 2021. Segundo a pesquisadora, o Ministério da Saúde pretende aplicar as doses, primeiro, em grupos de maior risco de complicações da doença.

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A cientista explica que os estudos em animais, pré-clínicos, foram concluídos, e a fase três, em que se enquadra os estudos no atual momento, acontece em larga-escala em humanos. “Ela veio para o Brasil como sendo o primeiro país a realizar um estudo de fase três da vacina contra a Covid-19, da Oxford”. A previsão de duração dos novos estudos, segundo Weckx, é de até um ano.

O primeiro passo será a aquisição da vacina vinda do Reino Unido, posteriormente, será feita a transferência do produto ativo e o envase da vacina no Brasil, para então, chegar à produção plena em território nacional, que será feita na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A instituição ficará encarregada de receber toda tecnologia e insumos.

A expectativa é que a vacina seja aplicada em dose única, e ao contrário da H1N1, vacina contra a gripe, ela não deverá ser repetida anualmente. A vacina será aplicada em adultos de 18 a 55 anos. “Um grupo receberá a vacina Covid-19 [Oxford] e um outro, a vacina controle para seguir avaliando qual grupo terá mais ou menos episódios de Covid. E assim a gente poderá avaliar sua eficácia”. Aproximadamente 50 mil participantes, do mundo todo, serão voluntários nos testes, sendo que no Brasil a vacina será aplicada em 5 mil pessoas.

(Edição: André Rigue)