Coronavírus se estabilizou no Brasil, mas ainda não há queda sustentada, diz OMS

Taxa de reprodução do vírus é de cerca de um novo indivíduo infectado por paciente contaminado

Estadão Conteúdo
17 de julho de 2020 às 14:01 | Atualizado 17 de julho de 2020 às 15:33
 

Nesta sexta-feira (17), o diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan analisou o quadro atual do coronavírus no Brasil, em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça. Segundo ele, o número de casos da doença se estabilizou na casa dos 40 mil nas últimas semanas, mas ainda não apresentam uma tendência de queda sustentada. "O vírus ainda dita a regra em muitos países, inclusive no Brasil", alertou.

Ryan destacou que o crescimento da epidemia no País já não é exponencial, como em abril, maio e junho. Ele explicou que a taxa de reprodução, conhecida como R, recuou da faixa de R1,5 a R2 para cerca de R1, o que significa que, na maioria dos estados um pessoa contaminada já não infecta mais de um indivíduo. "Mas não há nenhuma garantia de que os casos vão começar a diminuir sozinhos", ponderou, lembrando que 11% dos diagnósticos estão em profissionais da saúde.

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O médico também exortou governos a comunicarem os riscos de transmissão da covid-19 "de forma clara". Sobre a missão de especialistas da OMS que investiga a origem do vírus na China, ele disse que não há um prazo para a divulgação dos resultados das apurações.