Prefeitura de São Paulo desativa grande parte do Hospital de Campanha do Anhembi


Matheus Prado, da CNN, em São Paulo
01 de agosto de 2020 às 09:04
Hospital campanha Anhembi

Hospital de campanha do Anhembi começou a funcionar no início de abril

Foto: Reprodução/ Edson Lopes Jr/SECOM

A Prefeitura de São Paulo decidiu desativar grande parte do Hospital de Campanha do Anhembi, na Zona Norte da capital, a partir deste sábado (1º). Em medida anunciada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no dia 16 de julho, o município comunicou que só deve manter 310 leitos dos 871 presentes ali inicialmente.

“Serão menos 561 leitos, o que deve gerar uma economia mensal, em agosto, de R$ 19 milhões. O Hospital do Anhembi, que tem um custeio mensal de R$ 28 milhões passará a ter um custeio mensal de R$ 9 milhões com essa economia”, disse o prefeito. Serão mantidos 294 leitos de enfermaria e 16 de estabilização.

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Com o fechamento dessa ala provisória, a Prefeitura de São Paulo irá abrir 192 novos leitos em hospitais permanentes da cidade. O Hospital da Brasilândia, na Zona Norte, irá abrir o quarto e o quinto piso, com mais 132 leitos de enfermaria permanentes. Parte dos equipamentos utilizados no Anhembi serão transferidos para lá.

Neste sábado também ocorre a abertura de 36 leitos no Hospital Sorocabana, na Lapa, Zona Oeste. Devem ser 60 no total. “Será mais um hospital reaberto na cidade. Um hospital que era privado e que agora será assumido pela Prefeitura de São Paulo e com um andar reaberto a partir do dia 1º de agosto”, afirmou Covas.

A cidade de São Paulo tem 225 mil casos confirmados do novo coronavírus, com 9.649 mortes. Durante o mês de julho, a confirmação de novos casos diários de Covid-19 no município continuou crescendo, se aproximando da marca de 10 mil notificações por dia.