Brasil é parceiro estratégico contra Covid-19, diz embaixador da Rússia


Murillo Ferrari Da CNN, em São Paulo
11 de agosto de 2020 às 13:30 | Atualizado 11 de agosto de 2020 às 14:33

O Brasil é um dos parceiros estratégicos da Rússia e isso deve se refletir também nos esforços para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas contra o novo coronavírus. A afirmação é do embaixador russo no Brasil, Sergey Akopov. 

“Estamos tentando estabelecer a cooperação com todos os países, inclusive o Brasil, neste sentido, que é um parceiro estratégico muito importante, membro dos Brics, e esperamos e temos todos os fundamentos para acreditar que essa cooperação vai dar certo”, disse Akopov em entrevista à CNN, nesta terça-feira (11). 

“A política do governo da Rússia consiste que todos os países devem unir esforços conjuntos para elaborar medicamentos e vacinas eficazes para combater essa doença Covid-19”, completou.

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Serguey Akopov, embaixador da Rússia no Brasil, fala à CNN

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Foto: CNN (11.ago.2020)

O diplomata disse que a Sputnik V, vacina registrada pela Rússia nesta terça, ainda não está 100% preparada para aplicação em massa, mas que essa etapa será superada em breve.

“Podemos citar um exemplo para demonstrar a eficiência, a eficácia da vacina, o fato de que uma das filhas do presidente [Vladimir] Putin participou dos experimentos, recebeu a vacina e passou muito bem. O organismo dela elaborou anticorpos muito bons e eficientes”, afirmou.

“Repito mais uma vez e isso é a posição do governo da Rússia: ainda é preciso continuar os trabalhos de pesquisa científica porque o mais importante resultado é garantir a eficiência e a segurança dessa vacina.”

Cronologia de testes da Sputinik V, vacina russa contra a Covid-19

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Foto: CNN (11.ago.2020)

Ele também disse entender que a vacina produzida pelo Instituto Gamaleya passou por todos os protocolos internacionais “porque de outra maneira não seria registrada pelo ministério da Saúde na Rússia”.

Por fim, Akopov afirmou que a embaixada russa está trabalhando para colocar as entidades russas em contato com laboratórios, organismos e governos estaduais interessados em cooperar com os testes e desenvolvimento da vacina.

“[Para] precisamente trazer essa vacina, produzir a vacina no Brasil e, depois, quando tudo estiver pronto, aplicar na população brasileira também.”