Governo do Paraná vai pedir autorização de testes da vacina russa em setembro

Governo paranaense precisará entregar um protocolo com detalhes das pesquisas em menos de 30 dias para estudos de fase 3

Natália André, da CNN de Brasília
27 de agosto de 2020 às 14:48 | Atualizado 27 de agosto de 2020 às 15:08

Em rápida reunião nesta quinta-feira (27), o governo do Paraná fez um primeiro contato com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para apresentar detalhes da vacina russa, do Instituto Gamaleya. Ainda sem apoio da comunidade científica, o imunizante segue avançando em território brasileiro.

A expectativa para hoje era o pedido de autorização dos testes na fase 3 aqui no Brasil. Mas isso ainda não foi possível. O governo paranaense precisará entregar um protocolo com detalhes das pesquisas em menos de 30 dias. A Anvisa analisa os estudos das farmacêuticas e os resultados precisam garantir eficácia, segurança e qualidade. Esse processo não tem um prazo pré-determinado, mas o governo do Paraná acredita que, antes de outubro, se aprovados, os testes já começarão a ser feitos.

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O secretário da Casa Civil do Paraná, Guto Silva, e o diretor do TecPar (Instituto de Tecnologia do Paraná), Jorge Callado - que vai produzir as vacinas no estado, caso haja a comprovação -, apresentaram pesquisas da vacina russa ao diretor presidente da Anvisa, Antônio Barra Torre, e à diretora da área de medicamentos, Alessandra Soares. A reunião foi fechada.

A comunidade científica espera detalhes das duas primeiras fases dos testes clínicos, em humanos, do medicamento. O governo russo ainda não publicou resultados em revistas científicas renomadas, um dos padrões de todas as novas vacinas.

Ontem, a Anvisa recebeu a comitiva da Saúde do estado de São Paulo para discutir a vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biontech. Na semana passada, foi a vez da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), abrir o debate com a Agência sobre o registro da vacina inglesa da Universidade de Oxford e da empresa AstraZeneca.