Brasil ainda não decidiu se vai aderir a grupo de vacinas da ONU, diz Pazuello


Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
10 de setembro de 2020 às 11:38 | Atualizado 10 de setembro de 2020 às 17:11

O Brasil afirmou nesta quinta-feira (10) à OMS (Organização Mundial da Saúde) que ainda estuda se fará parte do grupo que irá apoiar a distribuição de vacinas a países que não podem pagar por isso. Em um breve discurso, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que "caso optemos pela adesão, o Brasil poderá ser o maior contribuinte". O ministro ressaltou que assim como o Brasil, "muitos outros países" ainda não decidiram pela adesão.

Esta foi a primeira reunião do ACT-Accelerator Facility Council, um conselho da ONU que discute o acesso global à vacina, que formará um grupo chamado de COVAX Facility.

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O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello

Foto: Adriano Machado/Reuters (9.jun.2020)

Se fosse possível resumir o grupo em uma frase, seria a máxima de "não deixar ninguém para trás". Há preocupação com a distribuição equitativa das vacinas, para que não se repita o desequilíbrio percebido há uma década, durante a pandemia de H1N1. De acordo com a ONU, para que ninguém seja empurrado para o fim da fila.

"Gostaria de concluir colocando à disposição de todos a robusta capacidade de produção de vacinas e experiência do Brasil em oferecer acesso universal a serviços de saúde, incluindo vacinação a toda população brasileira", afirmou o ministro sobre "estar ao lado" e não necessariamente dentro do grupo.

O Brasil tem até o dia 18 para decidir. Assunto ainda está pendente na Casa Civil.