Comitê internacional pode decidir nesta sexta sobre testes da vacina de Oxford

Estudos foram suspensos após reação séria em voluntária; pesquisadores analisam se imunizante tem relação com o ocorrido

Da CNN
11 de setembro de 2020 às 08:17

O Comitê Internacional de Pesquisadores, que faz uma inspeção nos estudos da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, deve decidir nesta sexta-feira (11) o que vai acontecer com os estudos feitos pela farmacêutica AstraZeneca. A informação é do âncora da CNN Kenzô Machida.

A farmacêutica suspendeu, na terça-feira (8), os testes de estágio final da possível vacina após uma reação adversa séria de uma voluntária do estudo.

Especialistas afirmaram à CNN que o comitê será responsável por decidir sobre o futuro da vacina. Portanto, os pesquisadores analisarão se continuam os estudos ou se vão precisar de mais informações para tomar a decisão. 

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Foto: Freepik

De acordo com técnicos que acompanham os experimentos no Brasil, o comitê é formado por até 10 pesquisadores internacionais que não estão envolvidos com a produção do imunizante. Ou seja, atuam de maneira independente. Eles têm os nomes preservados para que se mantenha isenção e independência no processo de avaliação.  

O Ministério da Saúde disse em nota que a pausa no estudo significa que não haverá inclusão, neste momento, de novos participantes. Entretanto, aqueles já incluídos seguem em acompanhamento para avaliação da segurança e eficácia.

A Fiocruz, apontada como uma possível produtora da vacina no Brasil, também se manifestou por meio de nota. Disse ter sido foi informada pela AstraZeneca sobre a suspensão dos testes clínicos em fase 3 e que vai acompanhar os resultados das investigações sobre possível associação de efeito registrado com a vacina para se pronunciar oficialmente. 

Em nota, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou que a decisão de interromper os estudos foi do laboratório, que comunicou os países participantes. O órgão também informou que vai aguardar o envio de mais informações para se pronunciar sobre os estudos no país.

(Edição: André Rigue)