OMS: Imunidade coletiva deve ocorrer protegendo as pessoas, não expondo elas


Amanda Watts, da CNN
12 de outubro de 2020 às 17:11
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus: permitir circulação livre de vírus é antiético

Foto: Fabrice Coffrini - 3.jul.2020/Pool via Reuters

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que expor as pessoas ao vírus para obter imunidade coletiva "não é uma opção".

“Permitir que um vírus perigoso que não entendemos completamente transite livremente é simplesmente antiético”, disse Tedros, acrescentando que a imunidade coletiva é um “conceito usado para vacinação”.

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“Por exemplo, a imunidade de rebanho contra o sarampo exige que cerca de 95% da população seja vacinada. Os 5% restantes serão protegidos pelo fato de que o sarampo não se espalhará entre os vacinados ”, disse Tedros. “Em outras palavras, a imunidade coletiva é alcançada protegendo as pessoas de um vírus, não expondo-as a ele”.

“Nunca na história da saúde pública a imunidade coletiva foi usada como estratégia para responder a um surto, muito menos a uma pandemia. É cientificamente e eticamente problemático”, acrescentou.

Permitir que o vírus circule sem controle "significa permitir infecções desnecessárias, sofrimento e morte", disse Tedros.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).